Mais uma sessão negativa para as praças europeias. A ameaça feita pela Fitch de que poderá cortar o rating do Reino Unido e a expectativa em torno da divulgação de dados económicos nos Estados Unidos está a penalizar os mercados. Lisboa não escapa a esta tendência, num dia em que as ações da Mota-Engil seguem a disparar 8,8%. . As principais praças recuam do valor mais alto em oito meses e seguem com perdas que oscilam entre os 0,05% da bolsa britânica francesa e os 0,2% do índice espanhol, depois de a Fitch ter ontem ameaçado cortar o rating máximo do Reino Unido. . Igualmente a condicionar está a . divulgação dos relatórios sobre os pedidos iniciais de subsídio de . desemprego e produção industrial nos Estados Unidos, sendo que os analistas esperam que tenham havido 357 mil novos pedidos . de subsídio de desemprego na maior economia do mundo, abaixo dos 362 mil . registados na semana passada. . Por cá, o PSI 20 segue a recuar 0,55%, pela terceira vez esta semana, para os 5.586,39 pontos, com 13 cotadas no vermelho e sete em alta. . Destaque para as ações da Mota-Engil que arrecadam a melhor prestação do índice nacional ao dispararem 8,75% para os 1,205 euros, numa reação aos resultados anuais ontem divulgados pela empresa. . A construtora anunciou ontem que terminou 2011 com um resultado líquido de 33,43 milhões de euros, menos 9,5% que os 36,95 milhões alcançados no ano anterior. A penalizar as contas esteve a participação de 37,5% no capital da Martifer e outros itens não recorrentes, já que sem estes factores, o resultado líquido ajustado da Mota-Engil cresceu 29,6%, para os 52,03 milhões de euros. . A somar a isto, a construtora liderada por Jorge Coelho anunciou ontem que tenciona . manter o dividendo de 0,11 euros por acção este ano, relativo aos . resultados de 2011. . A subida das acções na sessão de hoje é a mais pronunciada desde o . início de Fevereiro, altura em que disparou mais de 20%, depois de ter . anunciado que ganhou contratos de construção em Angola e no Malawi no . montante de 1,2 mil milhões de euros. . A impedir maiores ganhos da bolsa de Lisboa estão os títulos BCP e EDP Renovávis perdem 1,24% e 1,19%, respectivamente.