André Ventura.
André Ventura.PAULO SPRANGER/Global Imagens

André Ventura: “Seremos totalmente irresponsáveis se não concretizarmos um governo”

Líder do Chega admitiu que “pode haver outras maiorias”, mas reafirmou que espera protagonizar uma “solução de estabilidade”.
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O presidente do Chega, André Ventura, desafiou Luís Montenegro e a Aliança Democrática a formar um executivo maioritário de direta, apesar de o líder social-democrata ter sempre recusado esse entendimento ao longo de toda a campanha eleitoral.

“Seremos totalmente irresponsáveis se não concretizarmos um governo. Temos uma maioria para construir, um Orçamento para aprovar e isso só pode ser feito com o apoio do Chega”, disse Ventura, à chegada ao hotel lisboeta onde decorre a noite eleitoral do seu partido.

André Ventura admitiu que “pode haver outras maiorias”, mas reafirmou que espera protagonizar uma “solução de estabilidade” que inclua o Chega, a Aliança Democrática e a Iniciativa Liberal, cujo líder, Rui Rocha, também afastou a hipótese de um entendimento com o Chega.

“Cabe aos líderes políticos interpretarem o que hoje foi expresso”, disse o líder do Chega, referindo várias vezes que ainda se está a falar de projeções. Mas apontou que “a AD pediu uma maioria e os portugueses disseram que queriam um governo de dois partidos”.

A possibilidade de o Chega atingir os 20%, num “resultado absolutamente historico”, foi apresentada por Ventura como “o fim do bipartidarismp em Portugal”, e em que “tudo indica que haverá uma maioria forte à direita”.

“Estamos disponíveis para construir um Governo em Portugal e eu quero apelar a que todos tenham a disponibilidade que se impõe de darmos uma alternativa a Portugal”.

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