Porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov
Porta-voz do Kremlin, Dmitry PeskovAlexander KAZAKOV / POOL / AFP

Rússia planeia "resposta" para conter "ameaça muito séria" da NATO. Turquia diz estar preocupada

Numa altura em que Washington recebe a cimeira da NATO, Kremlin diz que a Aliança Atlântica está agora "totalmente envolvida no conflito" com a Ucrânia.
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A Rússia está a planear "medidas de resposta" para conter a "ameaça muito séria" da NATO, disse esta quinta-feira o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, citado pelas agências de notícias russas.

Numa altura em que Washington recebe a cimeira da NATO, Peskov disse ainda que a Aliança Atlântica está agora "totalmente envolvida no conflito" com a Ucrânia.

"Somos obrigados a analisar com muito cuidado as decisões que foram tomadas (na cimeira de Washington), as conversas que aconteceram e analisar com muito cuidado o texto da declaração adotado", declarou o porta-voz da presidência russa.

"É uma ameaça muito séria para a segurança nacional, que nos obrigará a adotar medidas estudadas, coordenadas e eficazes para contra-atacar a NATO", acrescentou Peskov. 

"Constatamos que os nossos adversários na Europa e nos Estados Unidos não são partidários do diálogo. E, a julgar pelos documentos adotados na cimeira da NATO, não são partidários da paz", disse.

"A Aliança (Atlântica) é um instrumento de confrontação, não de paz e segurança", adiantou.

"Desde o início, dissemos que a expansão da NATO para a Ucrânia representava uma ameaça inaceitável para nós (...) Agora vemos a NATO a adotar um documento que diz que a Ucrânia vai definitivamente aderir à NATO", acusou Peskov.

Neste sentido, o documento que será conhecido hoje, o último dia da reunião, apoiará a Ucrânia no “seu caminho irreversível para a plena integração euro-atlântica, incluindo a adesão à NATO”, mas também repetirá a redação anterior de que Kiev receberá um convite formal para aderir “quando os aliados concordarem e as condições forem atendidas”.

Os Estados-membros da NATO anunciaram também que iniciaram a prometida transferência de aviões F-16 para a Ucrânia, sendo que na terça-feira à noite o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, já se havia comprometido com o envio de um novo sistema de defesa aérea para Kiev, ao mesmo tempo que apelou à união contra Vladimir Putin. “Que não haja dúvidas. A Ucrânia pode - e irá - deter Putin”, declarou Biden.

Erdogan diz que eventual conflito direto entre NATO e Rússia "é preocupante"

O presidente turco Recep Tayyip Erdogan já veio entretanto dizer que é preocupante a perspetiva de um conflito direto entre a Rússia e a NATO. 

"A perspetiva de um conflito direto entre a NATO e a Rússia é preocupante", disse à agência noticiosa oficial turca Anadolu, na cimeira da Aliança Atlântica em Washington.

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