Premium Quando a CPLP deu um baile a Livingstone

Costa a Costa - um filme que nasce em Luanda e acaba em Quelimane, estrelado por um geógrafo brasileiro e dois pombeiros angolanos, com Óscares entregues por um príncipe português, no Rio de Janeiro...

E m maio de 1856, David Livingstone, missionário e viajante, chegou à boca do grande Zambeze, no oceano Índico. Tendo em conta que partira de Luanda, no Atlântico, o escocês palmilhante acabara de cumprir um feito fantástico. Atravessou África em largura - de costa a costa, juntando por terra o Ocidente com o Oriente. De forma pessoal e documentada, Livingstone foi o primeiro. Mas terá sido mesmo assim?

Não foi. O escocês teve duas po­derosas instituições ao seu serviço, a London Missionary Society e a Royal Geographical Society, promotoras do imperialismo britânico. Um dia, um jornal nova-iorquino, o New York Herald, mandou o repórter Henry M. Stanley à cata da lenda viva (depois de promover a suspeita de que já morrera). Entre cubatas, no meio da selva, o jornalista encontrou o missionário e lançou-lhe a pergunta engatilhada: "Doctor Livingstone, I presume?" Presumia-se bem, era ele. Manchetes!

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EUA

Elizabeth Warren tem um plano

Donald Trump continua com níveis baixos de aprovação nacional, mas capacidade muito elevada de manter a fidelidade republicana. A oportunidade para travar a reeleição do mais bizarro presidente que a história recente da América revelou existe: entre 55% e 60% dos eleitores garantem que Trump não merece segundo mandato. A chave está em saber se os democratas vão ser capazes de mobilizar para as urnas essa maioria anti-Trump que, para já, é só virtual. Em tempos normais, o centrismo experiente de Joe Biden seria a escolha mais avisada. Mas os EUA não vivem tempos normais. Kennedy apontou para a Lua e alimentava o "sonho americano". Obama oferecia a garantia de que ainda era possível acreditar nisso (yes we can). Elizabeth Warren pode não ter ambições tão inspiradoras - mas tem um plano. E esse plano da senadora corajosa e frontal do Massachusetts pode mesmo ser a maior ameaça a Donald Trump.