Premium Paris na primeira capa do Diário de Notícias

A 29 de dezembro de 1864, saía para as bancas o primeiro Diário de Notícias com o único fim de interessar a todas as classes, ser acessível a todas as bolsas e compreensível a todas as inteligências. E Paris tinha de figurar nessa primeira página, bien sûr.

Em 1864, Paris era a cidade maior e mais vibrante da Europa continental. Era o centro financeiro e do comércio. O centro da moda. O centro das artes. A fama de ser também a mais romântica fazia muito para suavizar a luz acinzentada ou os eventuais ângulos deselegantes da cidade, o que a punha naturalmente na primeira página do primeiro Diário de Notícias, lançado a 29 de dezembro (uma quinta-feira) com a promessa de ser "uma compilação cuidadosa de todas as notícias do dia, de todos os países e de todas as especialidades, um noticiário universal". Ah, Paris!

De lá saiu a Mocidade de Mirabeau, "delicada produção do ilustre autor dramático francês, o senhor Aylie Langlé", para ser representada com brilhante êxito no Teatro Scribe, de Turim, depois de muito aplaudida no Teatro do Vaudeville, Paris. A melhor sociedade daquela capital assistiu de camarote, noticiava a manchete do DN. "Os artistas foram muito vitoriados." Havia sempre coisas novas de Paris sobre as quais escrever, a sobreporem-se a outras não tão novas de que já se tinha falado.

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