Premium O roubo de Mona Lisa

Em 1911, o quadro de Da Vinci desapareceu misteriosamente do Louvre. As autoridades francesas desconfiaram do pintor Picasso e do poeta Apollinaire, num caso que se revelaria sobretudo político. Nos dois anos em que ninguém soube do seu paradeiro, La Gioconda tornava-se um ícone global definitivo.

"Onde está a Mona Lisa", perguntavam os jornais de todo o mundo no verão de 1911. O mais famoso quadro de Da Vinci tinha desaparecido das paredes do Louvre e a demanda até encontrá-lo demoraria dois anos, com a imprensa a seguir cada passo. No Diário de Notícias as atualizações eram feitas quase diariamente, numa coluna chamada Hestrangeiro - e numa secção que percorreria o jornal durante os dois anos seguintes: "O caso do roubo da Joconde do Museu do Louvre".

O quadro desaparecera das paredes do museu no dia 21 de agosto desse ano, mas as autoridades demorariam 26 horas até dar pela sua falta. É que era segunda-feira, dia em que as portas estavam encerradas aos visitantes. Sem vestígios nem pistas de qualquer tipo, os investigadores franceses viam-se a braços com uma missão complicada. E sempre que os indícios apontavam um caminho, este revelava-se beco sem saída. A primeira notícia de que o DN dá conta a propósito do caso data de 25 de agosto. Reuniu-se o Conselho de Ministros francês com a direção do museu e juntos determinaram o despedimento do chefe dos guardas. Nos anos seguintes, eram reforçados os cordões de segurança em redor das principais obras. Esta não era a primeira obra roubada do Louvre, mas era a mais importante. O corpo de guarda - até essa altura de 150 homens para vigiar 250 mil obras - foi duplicado.

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