Premium Onde estava no dia em que o homem chegou à Lua?

Adriano Moreira recebeu um pedaço de solo lunar que os EUA ofereceram à Sociedade de Geografia. Maria Filomena Mónica não ficou muito impressionada com a viagem ao satélite. Mega Ferreira estava mais preocupado com as primeiras eleições após a morte de Salazar.

Quando soube da chegada do homem à Lua o motorista de Adriano Moreira perguntou-lhe se era verdade: "Isto é a sério?" Para o professor era uma pergunta normal: "Foi uma surpresa para grande parte da população mundial, portanto era natural." Adriano Moreira tinha então 43 anos e estava na sua casa de Lisboa na noite em que a RTP transmitiu as imagens que muitos não acreditavam ser verdadeiras. Observou a emissão e nunca mais se esqueceu do que viu - "ainda tenho as imagens bem presentes na minha cabeça" -, mas a sua principal conclusão foi de que "tinha começado uma nova época para o mundo".

"Eu estava em casa à espera do acontecimento - não podia falhar", recorda. "A opinião geral era de que tinha começado uma nova época para o mundo, tal como se fortaleceu a ideia do Património Comum da Humanidade." E considera que o facto de o homem ter pousado na Lua "emocionou toda a gente" e que a humanidade "ficou profundamente esperançosa".

Ler mais

Exclusivos

Premium

história

A América foi fundada também por angolanos

Faz hoje, 25 de agosto, exatos 400 anos que desembarcaram na América os primeiros negros. Eram angolanos os primeiros 20 africanos a chegar à América - a Jamestown, colónia inglesa acabada se ser fundada no que viria a ser o estado da Virgínia. O jornal The New York Times tem vindo a publicar uma série de peças jornalísticas, inseridas no Project 1619, dedicadas ao legado da escravatura nos Estados Unidos. Os 20 angolanos de Jamestown vinham num navio negreiro espanhol, a caminho das minas de prata do México; o barco foi apresado por piratas ingleses e levados para a nova Jamestown. O destino dos angolanos acabou por ser igual ao de muitos colonos ingleses: primeiro obrigados a trabalhar como contratados e, ao fim de alguns anos, livres e, por vezes, donos de plantações. Passados sete anos, em 1626, chegaram os primeiros 11 negros a Nova Iorque (então, Nova Amesterdão) - também eram angolanos. O Jornal de Angola publicou ontem um longo dossiê sobre estes acontecimentos que, a partir de uma das maiores tragédias da História moderna, a escravatura, acabaram por juntar o destino de dois países, Angola e Estados Unidos, de dois continentes distantes.