Premium Casamentos de Sto António: 51 anos depois Marcolino e Ermelinda não perdem uma cerimónia

Marcolino e Ermelinda lembram uma cidade inteira a olhá-los e a ser testemunha início da vida a dois. Casaram-se em 1968, quando passava uma década da criação dos Casamentos de Santo António. O número de nubentes diminuiu entretanto, mas a festa continua a ser uma marca de Lisboa.

"Ainda hoje, não falhámos os casamentos." Foi há quase 51 anos que Marcolino Gomes, 76, vestiu o fato preto como um dos noivos de Santo António. Casou-se em 1968 com Ermelinda Gomes, 72, o seu "amor de todos os dias". Lembram-se bem daquele 12 de junho em que a cidade os viu tornarem-se marido e mulher. Mas quiseram mais do que a sua memória. Como católicos, mas principalmente como antigos noivos de Santo António, hoje não perdem o dia em que outros casais iniciam uma vida a dois sob a imagem do santo mais casamenteiro de todos. Se puderem, marcam presença na praça, junto à Sé. Senão, veem tudo pelo televisor. Desde então, "tudo mudou", diz Ermelinda.

A começar pelo processo de preparação da cerimónia. A antiga noiva de Santo António conta que os casais eram informados de que tinham de passar por um teste de virgindade para poderem subir ao altar. "Ficámos a contar com aquilo, esperámos e fomos regrados, mas o teste nunca aconteceu." Era a forma que havia para garantir que "não era qualquer um que se casava" diante do santo.

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