Premium A língua incorrupta e outras relíquias de Santo António em Pádua

Foi a caminho de Pádua que Fernando de Bulhões morreu a 13 de junho de 1231 e é lá que estão os seus restos. A começar pela língua, que segundo a lenda estava intacta 32 anos após a morte, dá nome a uma festa comemorada em fevereiro, e está exposta na basílica daquele que na cidade é conhecido como Il Santo.

Quando o caixão foi aberto viram algo de estranho na caveira: uma porção de carne com aspeto vermelho e fresco. Era a língua do santo, que foi encontrada perfeitamente preservada. Nesse momento, o chefe geral dos franciscanos, Bonaventure de Bagnoregio, que viria a ser também santificado, expressou a sua alegria e surpresa com palavras que foram incorporadas na oração da festa de 15 de fevereiro (a festa da língua): "Oh língua bendita, sempre louvaste o Senhor e levaste outros a adorá-lo! Agora vemos claramente quão grande foi o teu valor perante Deus"."

Frisando que "a língua é uma das partes mais frágeis do corpo", e que "é das primeiras a decompor-se", este franciscano, que dirigiu a Basílica de 2005 até à sua morte, em 2016, interpreta aquilo que crê um milagre

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