Premium Dos Milagres às guerras: a importância das flores na história

Cultivada desde tempos imemoriais em várias culturas, a linguagem simbólica das flores é muito mais do que um adorno da história. Identifica personagens, comunica estados de alma e transmite mensagens. Umas vezes de amor, outras de guerra.

Muitos séculos antes de acrescentarem poesia instantânea à Revolução de Abril já os cravos tinham entrado na história de Portugal. Isabel, filha do Venturoso Dom Manuel I, transformada pelo casamento em rainha de Espanha e imperatriz do Sacro Império Romano-Germânico, foi surpreendida pelo marido, Carlos V, durante a lua-de-mel em Granada, com a oferta de uma flor sem aroma, de tom vermelho, que os pesquisadores de maravilhas tinham trazido da distante Pérsia. A alegria de Isabel foi tanta que o enamorado soberano não hesitou em mandar plantar um autêntico "mar" de cravos - pois é deles que se trata - nos jardins do Alhambra. Para a história, Isabel de Portugal, que morreu realmente na flor da idade, ficaria conhecida pelo epíteto de Imperatriz dos Cravos.

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