Premium Cuidar do animal é uma questão de "bom senso", não de "fundamentalismos"

Em 1978, era criada a Declaração Universal dos Direitos dos Animais, ano em que o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários, Jorge Cid, iniciava a sua carreira. 40 anos depois, olha para os portugueses como cidadãos mais conscientes destes direitos, embora também mais fundamentalistas.

Pelo bem-estar do animal, "devemos fazer tudo o possível, mas sem entrar em fundamentalismos", alerta o bastonário da Ordem dos Médicos Veterinários. Numa reflexão à sombra do Dia Mundial dos Direitos dos Animais, celebrado no dia 10 de dezembro, Jorge Cid elogia uma sociedade com uma "evolução muito rápida, brutal, nos últimos anos" relativamente ao tema, embora ainda haja muito por fazer. Um dos maiores problemas, como aponta, continua a ser a forma quase sempre intransigente como se olha para a questão.

"Acho que há muito fundamentalismo naquela área e ninguém ganha com isso. Tem que haver bom senso, acima de tudo", começa por explicar. O veterinário reflete sobre o facto de vivermos em tempos em que todos têm algo a dizer, principalmente sobre questões tão polémicas como os direitos dos animais, dentro ou fora das nossas casas, mas alerta que é preciso não olhar tudo "como se fosse preto no branco", de forma linear. "É claro que uma pessoa que vive num 10º andar na Avenida da Liberdade (Lisboa) tem uma noção diferente do bem-estar do seu animal de companhia comparativamente a alguém que vive numa aldeia no interior do país. Não quer dizer que uma goste mais do seu animal do que a outra", exemplifica. Pode, muitas vezes, significar um maior desconhecimento sobre os direitos destes animais e, aqui, a conversa é outra: educação.

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