Jovem que morreu não estava vacinada devido a reação alérgica

Jovem morreu de madrugada em Lisboa, no Hospital Dona Estefânia

A bebé de 13 meses que contagiou a jovem de 17 anos está a recuperar e não estaria vacinada por "motivos clínicos"

A adolescente de 17 anos que morreu esta madrugada em Lisboa, vítima de complicações do sarampo, não estava vacinada contra a doença por ter feito uma alergia grave a uma vacina quando era criança.

Ao que o DN apurou, depois de tido a reação alérgica, a família da jovem decidiu não continuar a vaciná-la consoante o Programa Nacional de Vacinação.

Em conferência de imprensa, o ministro da Saúde confirmou esta manhã que "a jovem não estava protegida do ponto de vista imunitário".

Uma nota do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC), a que pertence o Hospital Dona Estefânia, diz que a adolescente morreu "na sequência de uma situação clínica infecciosa com pneumonia bilateral - sarampo". Estava internada desde o fim de semana na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos do CHLC, Hospital Dona Estefânia, e foi vítima de complicações respiratórias.

A doente fora contagiada com sarampo por uma bebé de 13 meses no Hospital de Cascais, onde estava a ser tratada inicialmente a uma mononucleose. A bebé também não estava vacinada, sabe o DN, por "motivos clínicos", mas está estável e em casa a recuperar da doença.

Ministro da Educação descarta exigir vacinas nas escolas

O ministro da Educação disse esta quarta-feira que a exigência das vacinas em dia para efeitos de matriculação nas escolas "não é uma questão premente" de momento, quando Portugal enfrenta um surto de sarampo que vitimou uma jovem.

"O mais importante é a informação às famílias de que este surto tende a estabilizar", sublinhou Tiago Brandão Rodrigues em declarações aos jornalistas, no final de uma visita à Escola Básica de Solum Sul, em Coimbra, destinada a assinalar o arranque do terceiro período letivo.

A Direção-Geral de Saúde (DGS) vai enviar hoje a todas as escolas do país uma nota sobre o surto de sarampo para "tranquilizar as famílias", segundo o ministro da Educação.

O governante afirmou que "todas as escolas vão receber" essa informação da DGS sobre a doença, salientando que o atual registo de vários casos de sarampo em Portugal é um problema que "tende a estabilizar".

"É preciso deixar esta mensagem de tranquilidade às famílias", declarou.

Tiago Brandão Rodrigues adiantou que as consequências do atual surto de sarampo para os jovens e crianças "não são de perigo".

Segundo a Direção-Geral da Saúde, desde janeiro de 2017 e até hoje, foram confirmados 21 casos de sarampo em Portugal, havendo outros 18 casos em investigação.

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