Portugal chega ao pódio no Índice Global da Paz

Portugal é um dos cinco países com subidas mais significativas: está no terceiro lugar do ranking

O Índice Global de Paz (GPI) melhorou ligeiramente este ano, algo que acontece pela primeira vez desde 2014, correspondendo a subidas dos indicadores em seis das nove zonas geográficas analisadas.

Portugal subiu dois lugares e passou do quinto para o terceiro posto, sendo agora um dos países com a melhor classificação do ranking. "Uma melhoria notável, já que o país estava em 16º lugar há menos de cinco anos", indica o relatório. Portugal melhorou em 12 dos 23 indicadores contabilizados, "nomeadamente nas importações de armas e manifestações violentas". A Síria, no lado oposto, é o país menos pacífico do mundo.

O trabalho do Instituto para a Economia e a Paz (IEP) - uma organização não governamental com sede em Sydney, Austrália -- considera "significativo" o número de países que melhoraram o seu lugar na tabela, 93, contra os 68 que pioraram.

"Tal como tem acontecido desde 2015, o Médio Oriente e o Norte de África foram as regiões menos pacíficas no Mundo, e a situação ainda se deteriorou mais, ainda que de forma menos notória do que nos dois últimos anos", considerou o IEP no relatório.

No entanto, a maior deterioração nos indicadores de paz ocorreu na América do Norte, seguido da África subsaariana, o Médio Oriente e o Norte de África.

"O resultado da América do Norte deteriorou-se inteiramente graças aos Estados Unidos, que mais do que anulou as melhorias no Canadá. O resultado dos EUA foi puxado para baixo em larga medida devido à deterioração em intensidade do conflito interno organizado e devido ao nível de criminalidade percecionada na sociedade", explicou o instituto.

Estes motivos estão "fortemente ligados" ao agravamento da "polarização política" que atingiu um ponto alto na campanha para as eleições presidenciais de novembro último.

O resultado da África subsaariana deveu-se ao agravamento da situação em vários países, especialmente a Etiópia, que piorou mais do que qualquer outro país, por causa do estado de emergência imposto em outubro de 2016 na sequência de manifestações violentas.

Os conflitos que perduram na Síria e no Iémen -- envolvendo várias potências regionais -- resultaram no agravamento do resultado do Médio Oriente e do Norte de África.

Quanto às melhorias, a América do Sul registou a maior subida, ultrapassando a América Central e Caraíbas e cotando-se como a quarta região mais pacífica do Mundo.

O último ano também registou uma notória melhoria no número de homicídios por cada 100 mil pessoas, bem como no nível de crime violento em geral. Neste último indicador, os resultados melhoraram ou mantiveram-se inalterados em todas as regiões.

No indicador relativo à perspetiva de ocorrência de manifestações violentas, apenas a África Subsaariana piorou o registo, especialmente devido às tensões étnicas e a instabilidade relacionada com eleições.

"O nível de criminalidade percecionada na sociedade subiu drasticamente, agravando-se ou mantendo-se estagnada em todas as regiões. A deterioração do impacto do terrorismo foi ainda mais pronunciada, piorando em todas as regiões com exceção da África Subsaariana e, especialmente, da América Central e das Caraíbas", escreve o IEP.

O Instituto também registou "muito ligeiras melhorias" no domínio da Militarização. A região do Médio Oriente e Norte de África (já de si em último lugar na tabela) e a da África Subsaariana pioraram, em contraste com a melhoria na Rússia e na Eurásia, tal como na Ásia do Sul.

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