Bairro onde moram 500 pessoas em risco de derrocada

Os edifícios, situados na primeira linha de rio, em Oeiras, precisam de obras urgentes ou de ser demolidos
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O Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) já emitiu as suas conclusões: o bairro do Clemente, em Oeiras, precisa de uma intervenção de reabilitação global e profunda ou, perante os condicionalismos e os custos associados, de ser demolido. A história vem na capa do jornal i de hoje, que alerta para o facto de os edifícios, construídos nos anos 1920, albergarem 240 apartamentos, cerca de 500 pessoas.

O parecer do LNEC, feito a pedido da Câmara de Oeiras, data de julho e recomenda o "escoramento urgente das vigas metálicas mais deterioradas". Realça, contudo, que esta seria uma medida provisória que apenas diminuiria o risco de derrocada até à realização das obras profundas de reabilitação.

Este relatório admite que, perante os custos da obra total necessária para assegurar a segurança dos moradores, a melhor opção seria demolir os edifícios e voltar a construir.

A Câmara Municipal de Oeiras tem acompanhado o processo, apesar de se tratar de propriedade privada. O vice-presidente da autarquia garantiu ao i que foi criado um gabinete para fazer um levantamento sobre os proprietários e os espaços arrendados ou desocupados.

O autarca admite que a tomada de decisão não será fácil, até porque muitos habitantes não acreditam que os edifícios precisem de obras urgentes e duvidam das intenções da câmara devido à localização do bairro.

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