Unir o partido e pedir ao país mais quatro anos para ser "previsível"

Passos está em campanha interna e espera ganhar novo fôlego até abril

Histórico para a esquerda, sem história para o PSD. Aprovado o Orçamento do Estado para 2016 na generalidade, foi arrumada a estratégia no Parlamento - com a abstenção na especialidade - e o PSD segue o caminho de se unir em torno do líder até ao Congresso, de 1 a 3 abril. É assim que Passos Coelho quer o PSD nos próximos meses: unido, previsível e pronto para voltar à governação.

A estratégia do líder - que se espera que seja eleito com uma esmagadora maioria, a 5 de março nas diretas - é mostrar aos portugueses que está "na reserva" para suceder à "geringonça" mesmo sem ter pressa para ir a votos. E afirmar-se, como disse um dirigente do PSD, como a "antítese de Costa".

Também o vice-presidente do PSD, Pedro Pinto explicou ao DN que Passos "quer continuar a mudança que propôs para o país, que sempre disse que não se fazia em quatro anos, mas em oito". Mesmo que o ciclo tenha sido interrompido, o PSD "não abdicará de tentar completá-lo".

Um outro vice-presidente, que não se quis identificar, diz que "embora não haja datas, é óbvio que há sempre a expectativa que a geringonça seja um desastre e aí a posição do líder só pode ser uma: estar na reserva para se apresentar aos portugueses como a pessoa mais bem preparada para liderar os destinos do país".

Regra geral, como explica outra fonte da direção nacional, "os líderes dos partidos ganham sempre força a seguir ao congresso. Com Passos vai acontecer. E vai ser bom para renovar s tais cavalos cansados. O congresso vai ser como ir às boxes para voltar à corrida. Isto no mês em que o PS vai apresentar medidas adicionais em Bruxelas".

No discurso, o PSD vai adotar como estratégia "classificar o PS como radical", daí que , como disse um vice-presidente que só quis falar em off, "não esteja disponível para negociar com esta liderança do PS". Quanto ao CDS, Pedro Pinto reconhece que será "o parceiro privilegiado e isso não muda com o congresso, porque é uma questão estrutural". Agora, como já se viu no debate de orçamento, cada um seguirá o seu caminho.

Embora Passos tenha escolhido como slogan da campanha interna Social democracia, sempre, não haverá uma mudança de estratégia. "A moção estratégica não será muito diferente da de há dois anos, se há uma característica que Passos Coelho tem é que é previsível", afirma Pedro Pinto.

Últimas notícias

Conteúdo Patrocinado

Mais popular