"Tudo de bom" e um coração. Leia a carta de Juncker a Guterres
A Comissão Europeia - e, por consequência, o presidente, Jean-Claude Juncker - foi várias vezes acusada de falta de neutralidade nas últimas semanas, devido à candidatura de última hora da vice-presidente do Executivo comunitário, Kristalina Georgieva, à liderança das Nações Unidas.
Dois membros do gabinete do presidente Juncker chegaram mesmo a manifestar apoio público a Georgieva, daí que após a indicação de Guterres, na quarta-feira, por parte do Conselho de Segurança da ONU, para o cargo de secretário-geral, a reação mais esperada fosse precisamente a de Bruxelas. E ela, finalmente, chegou.
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Na manhã desta quinta-feira, o porta-voz da Comissão Europeia revelou que Jean-Claude Juncker já falara com Guterres e que, além da conversa telefónica, enviara igualmente uma carta ao futuro secretário-geral das Nações Unidas, felicitando-o e expressando satisfação pela escolha do Conselho de Segurança.
A missiva, escrita em português - e que poderá ler na totalidade clicando aqui -mantém um tom formal, elencando os desafios globais que terão de ser superados pelo próximo secretário-geral da ONU, assinalando que a nomeação deverá ser para Guterres "um enorme triunfo pessoal".
A terminar, porém, e num pormenor caloroso, Juncker despede-se com uma assinatura manuscrita, acrescentado em inglês um All the best (Tudo de bom") e desenhando um pequeno - e inesperado - coração.
Juncker e Guterres conhecem-se há cerca de 20 anos, desde o período em que ambos eram primeiros-ministros: Guterres em Portugal e Juncker no Luxemburgo.

