Tribunal rejeita recurso. Decreto anti-imigração continua sem efeito
Tribunal federal de recurso dos Estados Unidos confirmou esta quinta-feira a decisão da primeira instância de suspender o decreto presidencial de Donald Trump que visava impedir a entrada nos EUA de cidadãos oriundos de sete países maioritariamente muçulmanos.
Desta forma, os viajantes com origem no Iraque, Síria, Irão, Líbia, Somália, Sudão e Iémen poderão entrar normalmente no país -- desde que tenham a documentação necessária, naturalmente.
O decreto de Donald Trump, criado com o argumento de aumentar a segurança interna nos EUA, foi emitido a 27 de janeiro e imediatamente criticado por muitas pessoas.
Os representantes democratas no Congresso logo o apelidaram de decreto anti-muçulmano, uma vez que os países visados são todos maioritariamente desta religião.
Vários processos judiciais foram levantados contra a decisão e, na passada sexta-feira, o juiz James Robart, do tribunal federal de Seattle, bloqueou a sua aplicação.
A Casa Branca recorreu desta sentença e foi agora derrotada, por decisão unânime dos três magistrados do nono juízo do Tribunal de Recurso.
Restará a Trump levar o caso ao Supremo Tribunal e foi isso mesmo que o inquilino da Casa Branca deu a entender que irá fazer. Trump voltou a usar o Twitter para reagir, escrevendo em maiúsculas -- o equivalente a gritar as palavras -- "vemo-nos em tribunal". "A segurança da nação está em causa", lê-se.
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Como escreve o site especializado Politico, as perspetivas de êxito no Supremo são poucas, uma vez que os juízes deste tribunal estão divididos ao meio entre os nomeados por republicanos e por democratas.
Entretanto, correm ainda cerca de 20 outros processos em tribunais de todo o país no sentido de anular o decreto do presidente norte-americano.

