Rangel quer abolir títulos de "dr." e "eng." em documentos e atos oficiais

Eurodeputado alerta que o PS de Costa "anda a flirtar e cortejar o CDS todos os dias no Parlamento"

O eurodeputado e ex-candidato à liderança do PSD, Paulo Rangel, fez uma proposta para que "nos documentos oficiais, os atos públicos e nas cerimónias oficiais acabem com a diferença entre os portugueses com título e os portugueses sem título". No 36º Congresso do PSD Rangel avançou com esta proposta "socialmente fraturante", questionando: "Porque razão ao fim de 40 anos de Constituição continuamos nas instituições públicas e privadas a marcar diferenças entre aqueles que são doutores, engenheiros e arquitetos e não são?"

Para Paulo Rangel esta proposta, que defende que o partido que avance no Parlamento, acompanharia aquilo que considera que deverá ser uma grande bandeira do PSD: a "mobilidade social". O deputado europeu lembrou que o PSD é um "partido de massas" e que o seu ADN é ser "um partido das classes médias".

Num discurso muito aplaudido, Paulo Rangel enviou recados ao Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, dizendo que não quer "que o Presidente faça oposição ou se substitua à oposição", mas avisa que mesmo "respeitando a sua independência, quando estiver em causa o interesse nacional, não espere que no PSD renunciaremos à oposição". E lembrou ao chefe de Estado: "Como provou o congresso de há dois anos, não há sala que lhe dê mais afeto que esta [a do congresso]".

Rangel insistiu que na oposição o partido tem de ser mais "aguerrido, apelativo, dinamizador", para combater aquilo a que chamou de "regresso às raízes e às ilusões de socratismos". O eurodeputado criticou ainda duas áreas que considera serem desastrosas no governo: a educação e a economia.

Na Educação, Rangel diz que neste momento "alunos, pais e professores são as vítimas do sequestro sindical que está a ser feito ao governo de Costa". Na Economia, Rangel considera esta tutela o "ministério dos combustíveis", pois "todas as semanas tem uma medida nova, mas que é sempre a mesma: o aumento do gasóleo e da gasolina".

Sobre o PS, Rangel alertou ainda que, apesar ter uma coligação com PCP e Bloco de Esquerda, "anda ta flirtar e cortejar o CDS todos dias no Parlamento".

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