"Quem tem 2000 euros de rendimento tem uma posição privilegiada"

Entrevista a Mário Centeno. O ministro das Finanças justifica as linhas do OE2016 desde o projeto inicial, de que gostava mais

Mário Centeno parece estar à vontade na pele de ministro das Finanças. Tranquilo, sorridente, rápido nas respostas, nada parece destabilizá-lo. Só talvez quando lhe chamam liberal, lembrando a sua extensa investigação sobre o mercado de trabalho. Prefere não entrar nessas guerras, deve sentir que tem outras mais complicadas para travar. O horário das 35 horas na função pública, que não será uma medida universal e terá de ser visto caso a caso, é uma delas. As medidas que aliviam um pouco os impostos aos mais pobres fazem-no recordar a sua juventude algarvia, nos amigos que nunca puderam seguir estudos, como ele seguiu. Centeno chegou longe, aos Estados Unidos. Doutorou-se em Harvard. Tem um galhardete da reputada universidade pendurado no armário dos livros. São 08.45 de segunda-feira, 8. Bem-vindos ao Terreiro do Paço.

Como é que um liberal como o Prof. Mário Centeno convive com um Orçamento do Estado (OE) que não alivia a sério a carga fiscal?

Vou passar o comentário do liberal, porque teríamos necessidade de mais tempo e de outra entrevista para o dirimir. [Risos] A carga fiscal no Orçamento de 2016 reduz-se em percentagem do PIB qualquer coisa como 0,22 pontos percentuais, quando olhamos para os impostos diretos e indiretos e comparamos com a evolução projetada do produto. Há uma recomposição entre impostos indiretos e impostos diretos. Os impostos diretos, na verdade, caem em percentagem do PIB 0,61% e os impostos indiretos crescem 0,39% do PIB. Portanto, este OE, nas condições em que foi desenhado e concretizado, tem essa evolução que eu reputo, já agora como liberal [risos], como muito positiva, porque os impostos diretos tendem a ter um impacto mais negativo na atividade económica do que os indiretos.

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