PSP triplica e GNR duplica investimento em postos e esquadras

A ministra da Administração Interna destacou heranças negativas do anterior governo PSD/CDS

A ministra da Administração Interna anunciou um aumento da criminalidade geral em 2015, embora não tivesse concretizado a dimensão dessa evolução. Constança Urbano de Sousa, que apresentava o orçamento atribuído ao seu ministério no parlamento, frisou, porém, que no que diz respeito à criminalidade violenta, os valores devem manter a tendência descida que se tem registado nos últimos anos. É a primeira vez que um titular da Administração Interna não revela, nesta altura do ano, dados concretos sobre a evolução da criminalidade no ano transato. Estes dados estão ainda a ser compilados pelo Sistema de Segurança Interna, dirigido pela procuradora Helena Fazenda.

Uma das medidas que Constança Urbano de Sousa apresentou como exemplo do reforço de capacidades para as forças de segurança que vai executar é um aumento do investimento das infraestruturas e equipamentos. Assim, a PSP terá 150 novas viaturas e um orçamento para instalações de 5.8 milhões de euros, quase o mais do triplo de 2015 (1,5 milhões). A GNR será reforçadas com 241 novas viaturas e para instalações contará com 11 milhões de euros, o dobro de 2015.

A ministra destacou duas "heranças" negativas do anterior governo. Mais acidentes graves e uma diminuição de polícias."Em 2013 e 2014 há um aumento do número do número de acidentes com vítimas", é escrito. Segundo os dados apresentados, em 2012 houve 29867 acidentes com vítimas, em 2013 foram 30339, e em 2014 foram 30 604. Embora "o número de vítimas mortais tem tido uma tendência decrescente, nos últimos dois anos haja um aumento do número de feridos graves". Foram 2054 em 2010, 2152 em 2013 e 2206 em 2014.

O balanço em relação ao efetivo policial também não é positivo. Em quatro anos de governo de coligação PSD/CDS as forças de segurança "perderam 1 122" elementos.

Desde 2011 a PSP perdeu 529 polícia, a GNR perdeu 732 militares. Sendo que em 2016 passam à pré-aposentação na PSP cerca de 400 elementos. Mas para compensar um pouco o desequilíbrio este ano vão ser admitidos mais 850 elementos na PSP e mais 400 na GNR.

Constança Urbano de Sousa destacou quatro linhas de ação prioritárias na estratégia política do seu ministério: a modernização e racionalização do sistema de segurança interna, o aprofundamento da cooperação internacional, melhorar a capacidade resposta da proteção civil e inverter tendência de aumento sinistralidade. Questionada pelo deputado do PSD Fernando Negrão, sobre a diminuição para metade da verba para combustíveis na PSP, a ministra admitiu que houve essa redução, mas sublinhou que "há outras verbas que não são gastas e podem ser transferidas. A PSP sempre fez essa gestão flexível. Nunca se viu nenhum carro da polícia parado por causa de falta de combustível." E acrescentou: "Posso garantir que não vai faltar dinheiro para a gasolina da psp!".

Constança Urbano falou ainda sobre terrorismo, também em resposta a Negrão, para dizer que "embora exista um quadro legal reforçado, são precisas tomar mais medidas que reforcem a prevenção e a partilha de informação entre as forças e serviços de segurança e entre estas e todos os players que têm um papel nesta questão".

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