Presidente demarca-se do comunicado. Colégios mantêm versão

Colégios garantiram que Marcelo estava empenhado em procurar soluções. Fonte de Belém diz que são interpretações

O Presidente da República esteve reunido na quinta-feira com os representantes do Movimento Defesa da Escola Ponto, que exigem que o Governo volte atrás no corte do financiamento aos colégios privados. Depois de uma hora e meia, o encontro terminou com os responsáveis dos colégios congratulando-se pela atenção dispensada pelo Presidente. Em comunicado, o Movimento Defesa da Escola Ponto garantia mesmo que Marcelo Rebelo de Sousa ia insistir com o primeiro-ministro para "encontrar uma solução para o problema do setor do ensino particular e cooperativo".

Porém, fonte de Belém diz que "o comunicado [dos colégios] não foi sequer mencionado na audiência" com o Presidente, deixando entender que não foi pedida autorização prévia a Marcelo para utilizar elementos da conversa que tiveram em privado. A mesma fonte afirma que o documento "é da exclusiva responsabilidade do Movimento e da interpretação que quis fazer das palavras do Presidente da República".

Instado a falar sobre o encontro com os representantes dos colégios, já de madrugada em Ílhavo, o Presidente da República não quis fazer comentários, limitando-se a dizer: "É sempre bom ouvir e informar-me". Marcelo esteve na inauguração do Museu da Vista Alegre horas depois de ter recebido o Movimento Defesa da Escola Ponto, que entregou ao Presidente um parecer do constitucionalista Vieira de Andrade, que aponta a ilegalidade da decisão do Ministério da Educação de reduzir no próximo ano letivo o número de turmas de início de ciclo - 5.º, 7.º e 10.º anos de escolaridade - com contrato de associação.

Já na manhã desta sexta-feira, Luís Marinho, representante do Movimento Defesa da Escola Ponto, falou à SIC Notícias garantindo que a organização não pretende fazer qualquer condicionamento político - "não somos uma força política, somos uma força da sociedade" -, mas explicando que mantém tudo que foi avançado em comunicado. À TSF, o mesmo responsável disse reafirmar "todo o conteúdo do comunicado, até as citações entre aspas atribuídas a Marcelo Rebelo de Sousa". Questionado pela rádio sobre como interpreta esta demarcação de Belém, Luís Marinho disse apenas: "tem de perguntar a Belém".

Luís Marinho admitiu, no entanto, que o Movimento Defesa da Escola Ponto não informou a Presidência da República de que iria emitir um comunicado no final da reunião.

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