PCP condena "veementemente" bombardeamento dos EUA

Partido descreve ato como uma "agressão em clara violação do Direito Internacional e da soberania e integridade territorial do Estado sírio"

Os dirigentes do PCP condenaram hoje "veementemente" o bombardeamento levado a cabo por forças militares norte-americanas em território sírio, considerando-o uma "agressão" com "o propósito de impor a sua hegemonia no Médio Oriente e no Mundo".

"O PCP condena veementemente o bombardeamento perpetrado pelos EUA contra a República Árabe Síria, um ato de agressão em clara violação do Direito Internacional e da soberania e integridade territorial do Estado sírio", lê-se em comunicado.

Os Estados Unidos lançaram na quinta-feira um ataque com 59 mísseis de cruzeiro contra a base aérea de Shayrat, de onde terão partido os aviões envolvidos no ataque com armas químicas que na terça-feira matou pelo menos 86 pessoas em Khan Sheikhun, no noroeste do país.

"Trata-se de mais um ato de agressão que se insere na guerra que, desde há seis anos, é movida pelos EUA e seus aliados na Europa e no Médio Oriente - incluindo através da criação e apoio a grupos terroristas - contra a Síria e o seu povo", continua o texto dos comunistas.

Segundo o PCP, "este ataque contra a Síria confirma que o objetivo dos EUA não é o combate ao terrorismo, mas o propósito de impor a sua hegemonia no Médio Oriente e no Mundo" e "encerra o perigo de uma escalada de imprevisíveis e graves consequências".

Ataque confirma que o objetivo dos EUA não é o combate ao terrorismo, mas impor a sua hegemonia no Médio Oriente e no Mundo

"A Portugal exige-se uma postura que condene a agressão à Síria, e que pugne pela resolução pacífica dos conflitos, pela defesa intransigente da soberania dos povos e pelos princípios consagrados na Carta da ONU e do Direito Internacional", defende o PCP.

O bombardeamento de terça-feira tinha sido assumido pelas autoridades sírias que, no entanto, negaram categoricamente ter usado armas químicas.

Na versão do regime de Bashar al-Assad, o ataque atingiu um depósito de armas químicas da Frente Al-Nosra, contrabandeadas para a província de Idleb a partir da fronteira com o Iraque e a Turquia, e que foram escondidas em zonas residenciais da zona.

Em resposta ao ataque de hoje, a Rússia já anunciou o reforço das defesas antiaéreas da base e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas.

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