O professor a ser como Belém, a Maria

Marcelo Rebelo de Sousa visitou a Santa Casa da Misericórdia do Barreiro

Depois das pastelarias, as visitas a IPSS e a Misericórdias são das ações mais comuns na campanha de Marcelo. O candidato volta a defender o governo de Costa, mesmo que este tenha visões contraditórias da sua

O dia já era para ser mais calmo do que o habitual, mas a morte de Almeida Santos ainda o fez mais curto. Sobrou uma ação aberta à comunicação social: a visita à Santa Casa da Misericórdia do Barreiro. Aliás, neste particular, Marcelo Rebelo de Sousa tem-se aproximado de Maria de Belém e - depois das pastelarias - as ações mais comuns são visitas a Misericórdias e a IPSS.

Na ida de ontem ao Barreiro, Marcelo insistiu naquela que é uma das suas bandeiras: a economia social. O candidato disse ser "evidente que as respostas sociais não são suficientes" em Portugal e salientou que esta "insuficiência vai-se agravando com o envelhecimento da sociedade portuguesa".

Marcelo lembrou ainda que "em período de crise o Estado não tinha estruturas e nem sempre teve capacidade financeira" e foi a "rede de Misericórdias e IPSS que permitiu que, apesar de tudo, a crise não fosse tão grave".

E mais uma vez Marcelo aproveitou para ser pró-Costa. Questionado pelos jornalistas sobre o desinvestimento do atual governo nestas áreas, o candidato fez de advogado do executivo e disse que "o programa eleitoral do partido do governo também aposta muito na chamada economia social".

Após insistência, lembrando que os hospitais já não serão entregues às misericórdias e haverá um desinvestimento nas cantinas sociais, Marcelo - para não entrar em contradição entre o que tinha dito e o que defende Costa - foi evasivo.

Sobre os hospitais disse que "vamos esperar para ver o que se passa nesse particular", e sobre as cantinas desdramatizou dizendo que se não existirem o importante é haver "uma outra realidade que cumpra essa missão". Além disso, Marcelo acredita que, no governo socialista, "vai haver o pragmatismo e o realismo de reconhecer ao setor social, e dentro dele às misericórdias, uma importância que ele tem".

Na instituição do Barreiro, não se livrou de ouvir queixas mais políticas. "Não gosto do Passos Coelho", disse Maria de Lurdes, de 90 anos. Marcelo ripostou: "Mas agora já não está no governo, agora é o António Costa."

Mais à frente, uma outra idosa insistia em falar de política com o ex--líder do PSD. "Sonhei que ia ganhar à primeira volta", disse Maria Mendonça. A idosa acrescentou que "o senhor cativa-me", dizendo que queria uma foto para juntar a outras: "Já tenho com o Sócrates, com o Passos e com o Portas. Só me falta uma com este." Amanhã a agenda de Marcelo continua condicionada pelo funeral do antigo presidente do PS. Mas às 20.00, o professor segue para o Porto, de comboio.

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