Ministra admite horário de trabalho na GNR

Constança Urbano de Sousa disse que chegou a altura de corrigir essa falha na vida profissional dos militares da GNR. A promoção de oficiais da Guarda é também uma questão a que é "sensível"

É uma reivindicação de há décadas das associações socioprofissionais da GNR: que os militares tenham um horário de referência para o seu trabalho. Esta noite, no âmbito do debate na especialidade do orçamento do ministério da Administração Interna, a titular da pasta admitiu que esse desejo se possa tornar realidade. ""No âmbito da negociação do estatuto, e ainda estou a fazer uma ponderação se não vou regulamentar, antes, a legislação anterior, fixar um horário de referência. Essa é uma questão há qual eu, enquanto ministro da Administração Interna, sou particularmente sensível. Mas este é um estatuto que vai ter de ser também negociado com outros sectores, nomeadamente com a Defesa. Portanto, terei de ter alguma prudência, mas sou sensível a essa questão", declarou a governante.

Constança Urbano de Sousa salientou que esta questão, tal como a promoção na carreira dos oficiais da GNR até ao topo - ao cargo de general, até agora apenas ocupados pelos oficiais do exército - "não é matéria fácil". Mas, sublinhou "são duas questões às quais sou sensível e que têm de ser resolvidas".

De acordo com algumas estimativas feitas na GNR, no passado, a introdução de um horário de trabalho, de 35 / 40 horas semanais, implicaria um aumento do efetivo entre os 2000 a 4000 militares. O horário de referência esteve previsto no estatuto de 2009, quando Rui Pereira era ministro, mas nunca chegou a ser regulamentado.

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