Maria de Belém já pagou 200 mil euros de dívidas

O valor avançado a "título pessoal" pela candidata é mais de um terço do total. Ajuda dos apoiantes ainda é necessária

Maria de Belém Roseira já pagou a título pessoal cerca de 200 mil euros das dívidas contraídas na campanha eleitoral, que totalizam cerca de 500 mil euros, apurou o DN. Mas a candidata presidencial, que falhou os 5% de votos expressos que permitem o acesso à subvenção do Estado, continua a pedir a ajuda e o contributo dos apoiantes. E entre quem esteve com a antiga presidente socialista na candidatura espera-se que o PS tenha um "assomo de dignidade" e assuma parte do pagamento da dívida como fez no passado com Manuel Alegre.

Em 2011, o candidato presidencial foi apoiado pelo PS e BE, que assumiram parte da dívida. No caso dos socialistas, segundo notícias da época, o responsável financeiro do partido, José Lello, explicou que "no total a verba assegurada pelo PS aproxima-se dos 500 mil euros". Neste ano, a direção socialista deu liberdade de voto aos seus militantes, não assumindo apoio a nenhum candidato.

À garantia de que nenhuma dívida ficará por pagar, Maria de Belém ainda tem tempo para saldar as contas que ficaram da campanha: a legislação dá uma folga para vencerem os prazos de pagamento das dívidas das candidaturas presidenciais. O pagamento de mais de um terço avançado já por Belém refere-se a um montante global final que não é o valor que foi orçamentado. A campanha, segundo o orçamento apresentado na Entidade das Contas, iria ter despesas da ordem dos 650 mil euros, mas no final ficou pelos tais 500 mil euros. Como o resultado da antiga ministra da Saúde foi tão mau - com os seus 4,24% -, Maria de Belém deixou de ter acesso ao financiamento estatal.

Segundo aquele orçamento, a candidata contava com uma subvenção pública de 790 mil euros, o que correspondia a um resultado de 25%. Não recebendo nada do Estado, Maria de Belém tem de contar com os seus próprios meios para pagar a campanha.

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