Governo recua e tira Força Aérea do combate a incêndios

Dos cinco Kamov, apenas três estão operacionais para o combate aos fogos este verão

Concentração de meios na Força Aérea tinha sido decidida pelo anterior Governo. Constança Urbano de Sousa recuou

O Ministério da Administração Interna recusou concentrar na Força Aérea os meios aéreos do Estado para combate a incêndios e emergência médica. Segundo o Jornal de Notícias, a medida estava a ser preparada pelo anterior Executivo e a Força Aérea estava pronta para tutelar as aeronaves, mas pedindo em contrapartida um reforço ao nível dos recursos humanos e materiais, já que as despesas iriam aumentar.

A medida terá sido, no entanto, recusada por Constança Urbano de Sousa, apesar de, indica o JN, esta transferência representar uma redução de custos para o Ministério da Administração Interna. Por outro lado, a frota dos helicópteros Kamov de combate a incêndios continua sem estar operacional na totalidade: dos cinco Kamov, voam apenas três, o que poderá levar o MAI a recorrer ao aluguer de meios aéreos para combate aos fogos, subindo a despesa.

Ao JN, fonte do Ministério referiu que "atendendo à posição da Força Aérea Portuguesa", que não estará a considerar assumir a operação e manutenção dos Kamov, o MAI "não pretende alterar o atual modelo de gestão de meios aéreos".

A concentração de meios na Força Aérea tinha sido decidida pelo anterior Governo, de Pedro Passos Coelho, com o objetivo de melhorar a gestão financeira das frotas.

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