Ex-procurador investigado por suspeitas de corrupção

Orlando Figueira terá recebido milhares de euros enquanto exercia funções no DCIAP. Judiciária rastreou o dinheiro até Angola e hoje está a fazer várias buscas

A Polícia Judiciária está a realizar várias buscas em bancos e empresas para recolher documentos sobre pagamentos feitos ao ex-procurador do Ministério Público Orlando Figueira, que foi titular de vários processos relacionados com políticos angolanos.

A investigação detetou pagamentos de milhares de euros feitos no estrangeiro ao antigo procurador e considera que estes terão sido a contrapartida para as decisões de arquivamento de alguns processos ligados a Angola, já que o rasto do dinheiro aponta para aquele país

A operação da Unidade Nacional Contra a Corrupção (UNCC) foi preparada em rigoroso sigilo no último ano e acompanhada de perto por Amadeu Guerra, atual diretor do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), onde Orlando Figueira trabalhou até setembro de 2012, altura em que saiu da magistratura do Ministério Público e mudou-se para a área de "compliance" do Activo Bank. Mais recentemente, Orlando Figueira integrou a sociedade de advogados BAS.

O emprego no Activo Bank também está sob suspeita. Ao que o DN apurou, a avença com o banco terá sido mais uma forma de fazer chegar dinheiro ao antigo magistrado.

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"Obrigatoriamente, obrigatoriamente." Falando ao DN em nome do PCP, Jorge Pires, da comissão política do partido, é absolutamente categórico: o banco público tem de ter "obrigatoriamente" dependências em todos os concelhos do país, sem exceções - e nenhum futuro plano de reestruturação pode admitir outra coisa que não isto (mais noticiário no suplemento Dinheiro Vivo).

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