Edgar Silva. A condessa, a magnólia e as "sementes" que não podem morrer

O candidato comunista diz que já houve tempo para "esclarecer". Agora é "mobilizar, mobilizar, mobilizar"

Na Madeira, em Câmara de Lobos, no bairro das Malvinas, destaca-se na paisagem árida uma "frondosa" magnólia. Esse bairro foi, em tempos, alvo de um programa social de apoio às crianças, no qual participou Edgar Silva, altura em que a árvore foi ali plantada. O candidato comunista quis lembrá-lo esta terça-feira, no final da arruada na Parede, concelho de Cascais, para recordar que, apesar do "cilindro compressor do poder político e da diocese, que fechou a escola e acabou com o projeto que tanto estava a ajudar aquela população, a magnólia branca sobreviveu, delicada e frondosa. Como um símbolo de uma esperança que ali passou e não foi esquecida". A história serviu de deixa para o candidato voltar às eleições de 4 de outubro, à "derrota da direita" e às "sementes de esperança, de abril" que desde ali estão "plantadas". "Há sementes que por mais que alguns queiram calar, apagar na mais deserta das terras, são capazes de brotar vida", assinalou. Nas eleições de 24 de janeiro, "essas sementes não podem morrer, a história não pode se parada". Por isso Edgar Silva tem insistido e voltado a insistir em todos os contactos de rua que "é preciso ir votar" no próximo domingo, num notório esforço de mobilização contra a abstenção a qual, dizem os analistas, pode favorecer o adversário Marcelo Rebelo de Sousa. "Já fizemos muito esclarecimento, agora a palavra de ordem é mobilizar, mobilizar, mobilizar".

Nas ruas, Edgar Silva já é conhecido e o sucesso entre o eleitorado feminino confirmado. Na arruada que percorreu uma das principais artérias da Parede, comerciantes, taxistas, "tias" e até uma condessa, quiseram cumprimentar o candidato.

"Que simpatia...Se tiver um coração tão lindo como tem a cara...", dizia, de sorriso aberto Maria Gabriela Gonçalves Pedroso, Condessa de Asseca e Marquesa de Burnay, tocando-lhe com a mão do lado esquerdo do peito e depois na cara. "Tem um coração maior do que o mundo", subscrevia, a seu lado, Nuno Dias da Silva, um militante, responsável na concelhia de Cascais, que serviu de "mestre de cerimónia" na arruada. O candidato comunista agradeceu o "piropo" da mulher bonita, mas não esqueceu o que o levava ali. "Não se esqueça de ir votar e votar bem, no domingo", lembrou.

Antes esteve na praia de Carcavelos, onde recebeu de um grupo de ecologistas, representados por Manuela Cunha do partido Os Verdes, numa garrafa de vidro, um simbólico SOS em defesa do Ambiente.

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