Bruxelas estava convencida que cortes e sobretaxa eram definitivos, acusa Costa

O debate quinzenal ficou marcado pelo orçamento e pelas medidas extraordinárias do anterior governo

As dúvidas levantadas ao esboço do Orçamento do Estado para 2016 por várias entidades, que os grupos parlamentares do PSD e CDS tentaram cavalgar no debate quinzenal desta sexta-feira, acabaram por fazer ricochete nas bancadas da direita: afinal, o que foi o governo anterior dizer a Bruxelas sobre as medidas? E o que disseram aos portugueses? Eram definitivas ou extraordinárias? E a quem disseram a verdade?

Já no final do debate quinzenal, o primeiro-ministro, António Costa, resumiria os termos: "O problema não é de maquilhagem mas de classificação. A Comissão Europeia estava convencida que os cortes de salários e a sobretaxa [do IRS] eram definitivos quando o que nos tinha sido prometido era que eram temporários." À direita, Passos Coelho e Paulo Portas tomaram notas, falaram muito com os seus pares, mas nunca se ouviu uma resposta.

A esquerda não largou o tema: BE, PCP, PEV e PS apontaram o dedo a PSD e CDS. A porta-voz bloquista, Catarina Martins, deixou uma nova profissão de fé nos acordos que viabilizaram a governação socialista: "O que é que Portugal tem que é diferente dos outros? Uma maioria que apoia um Governo com coragem de fazer frente a Bruxelas."

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