Costa: Desafios europeus exigem "processo democrático supranacional"

Cavaco Silva e António Costa chegam à cerimónia dos 30 anos de adesão de Portugal à CEE

António Costa diz que "ser pró-europeu não é renunciar à busca de alternativas nem aceitar um pensamento único".

O primeiro-ministro afirmou esta sexta-feira que "o verdadeiro desafio" da Europa passa por "encontrar as soluções necessárias no âmbito de um processo democrático supranacional" que responda aos anseios dos cidadãos.

António Costa intervinha nas cerimónias do 30º aniversário da adesão de Portugal às Comunidades Europeias, que começaram com o toque do hino nacional - após a chegada ao Mosteiro dos Jerónimos do Presidente da República e do primeiro-ministro - e duas obras de Beethoven, a Abertura Egmont e a Ode à Alegria (adotada em 1985 como hino oficial da UE). Seguiu-se a exibição de um registo fotográfico sobre as três décadas de integração europeia, perante atuais e antigos ministros, membros do corpo diplomático e outras personalidades.

Citando vários exemplos do progresso vivido por Portugal nos 30 anos de adesão europeia, António Costa sublinhou que "ser pró-europeu não é renunciar à busca de alternativas, nem aceitar um pensamento único, nem ceder à inevitabilidade do que foi decidido perlas instituições em Bruxelas".

O primeiro-ministro adiantou que "a Europa não pode continuar de urgência em emergência, deixando por responder aos efetivos anseios dos seus cidadãos de mais segurança e maior liberdade, mais crescimento com melhor emprego".

"O verdadeiro grande desafio que a Europa hoje enfrenta não é o das crises - difíceis, temos de reconhecer - que tem de enfrentar" ao nível da moeda única ou da gestão das fronteiras externas, continuou António Costa, acrescentando: "Temos de passar da 'Europa das chancelarias' à 'Europa dos cidadãos', porque só trazendo os cidadãos para o centro das políticas europeias, fazendo-os participar da construção europeia, podemos garantir a solidez do projeto europeu".

O chefe do governo português elogiou ainda "a visão" de Mário Soares e o papel do então chefe da diplomacia, José Medeiros Ferreira, que formalizou a adesão de Portugal ao espaço europeu.

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