Costa acusa anterior governo de "irresponsabilidade política" nas concessões

Primeiro-ministro António Costa

Primeiro-ministro acredita que chegará a bom resultado nas negociações em relação à concessão da TAP, embora ainda não exista entendimento

No regresso à Quadratura do Círculo, António Costa afirmou que se tratou de "uma irresponsabilidade política" os processos de concessão dos transplantes públicos de Lisboa e Porto e da TAP. Questionado por Lobo Xavier sobre o investimento estrangeiro e os sinais que estão a ser dados com os recuos em relação a decisões do anterior governo, o primeiro-ministro afirmou que o que foi vendido é que o "já existia e que nada veio criar ativos novos".

Sobre as concessões, António Costa foi muito critico à atuação do anterior governo, que assinou contratos em campanha eleitoral e já depois de ter sido afastado na Assembleia da República. "Foi uma irresponsabilidade política do governo anterior em cima das eleições proceder ao processo de concessão dos transportes do Porto contra todas as autarquias que são servidas pela STCP", disse.

Relativamente à TAP, António Costa classificou o processo de falta de ética democrática. "É um caso de escola do que é inaceitável. O contrato foi assinado no dia a seguir da demissão do governo na Assembleia da República. O que é lamentável é que o governo em cima das eleições, em plena campanha e já demitido se permitiu assinar contratos, sabendo que havia uma profunda divergência. No caso da TAP acho que vai correr bem, que vai ser possível chegar a um bom resultado. Ainda não há entendimento, mas acho que vai haver e que vamos chegar um bom entendimento".

Quanto às concessões da Carris e dos Metropolitano de Lisboa, o chefe de governo disse terem várias ilegalidades. "Não foram visados pelo Tribunal de Contas. Acho estranho que alguém vindo assinar uma concessão da Carris e do Metro sem saber se o governo tinha legitimidade para o fazer, desconhecendo o contencioso em tribunal da Câmara de Lisboa, que todos os partidos e autarquias da região eram contra o modelo e solução. Ninguém de bom senso viria fazer essa aquisição. Foi uma questão de pura teimosia", afirmou, referindo que desconhece a existência de danos que tenham de ser reparados.

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