Nem mais nem menos: Cristas quer 20 novas estações do metro em Lisboa

Proposta do CDS foi feita em pleno debate quinzenal

Num dia marcado por novos e agradáveis (para o Governo) números sobre desemprego (baixou de 10,4 para 10,1%), o que verdadeiramente surpreendeu no debate quinzenal desta tarde foi a proposta de Assunção Cristas para a rede do metropolitano da cidade.

A líder do CDS e candidata à câmara de Lisboa deixou o plenário boquiaberto - e os jornalistas a perguntarem-se se tinham mesmo ouvido o que ouviram - dizendo que quer nem mais nem menos do que 20 novas estações do metropolitano na zona de Lisboa.

António Costa, pelo seu lado, limitou-se a afirmar que, pelo lado do Governo, não haverá planos de crescimento da rede enquanto o financiamento da obra não estiver garantido. E esse financiamento, disse, terá de ser obtido através de fundos comunitários (Portugal 2020). Ao mesmo tempo, enquadrou a promessa de Cristas na campanha autárquica.

Sobre a melhoria no número do emprego, Costa e o PSD dividiram-se pelo tema do costume: de quem afinal é a "culpa". Com Passos Coelho sentado na primeira fila da bancada social-democrata, coube no entanto ao líder parlamentar fazer as despesas do combate ao Governo. Montenegro argumentou salientou que o aumento do emprego surge com as reformas do mercado laboral levadas a cabo no governo PSD/CDS, apesar de a esquerda sempre ter dito que essas reformas só causariam pobreza e desemprego.

O primeiro-ministro, pelo contrário, enquadrou a melhoria do emprego nas políticas económicas levadas a cabo pelo seu Governo, de devolução de rendimentos e de, por exemplo, aumento do salário mínimo nacional."O que tanto irrita as bancadas da direita é verificar o seu modelo não funcionava e o nosso produz bons resultados, tanto económicos como orçamentais", disse na intervenção final.

Banco de Portugal, Caixa Geral de Depósitos, impostos sobre grandes empresas e greve dos médicos foram outros dos temas do debate - o primeiro levantado pelo PSD e os dois seguintes pelo PCP (da greve dos médicos quase todos falaram).

Quanto ao Banco de Portugal, o PSD acusou o Governo de estar a querer atacar as reservas do banco e Costa explicou - bem como Catarina Martins - que o que está em causa são as provisões e não as reservas.

Já quanto à CGD - na questão concreta do fecho de uma dependência em Almeida - o primeiro-ministro limitou-se a assegurar que o banco público terá presença em todos os concelhos (mas sem querer comentar em concreto esta decisão da administração, porque o Governo só fala, quanto à CGD, de opções "estratégicas" e não "casuísticas".

À esquerda do PS todos os partidos exprimiram solidariedade quanto aos motivos da greve dos médicos. O primeiro-ministro, pelo seu lado, limitou-se a assegurar que as negociações prosseguirão, mas só depois da greve terminar.

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