"Rasgo e ambição". As 20 estações do CDS para o metro de Lisboa

Assunção Cristas diz que o plano é "ambicioso mas realista"

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, apresentou hoje ao primeiro-ministro, no debate quinzenal, a proposta do partido para a expansão da rede do metropolitano de Lisboa, que prevê 20 novas estações.

"Ou há rasgo, horizonte e ambição para o metro de Lisboa ou os problemas da área metropolitana não se vão resolver (... ) A nossa proposta são 20 novas estações para o metro de Lisboa e espero que possam ser estudadas, planeadas, financiadas e tratadas", declarou Assunção Cristas.

Perante o burburinho que surgiu no plenário, incluindo alguns risos nas bancadas, Assunção Cristas disse não perceber qual é o problema, dando como exemplo do avanço de grandes projetos realizados a construção da barragem de Alqueva.

Mostrando à bancada do Governo um quadro com o desenho da rede do metro que defende, Assunção Cristas sustentou que o plano de financiamento não tem de incluir apenas verbas comunitárias, devendo ser estudadas outras formas de financiamento.

Assunção Cristas considerou que plano do Governo para duas novas estações é insuficiente, defendendo uma "aposta nos transportes coletivos" e propondo "fazê-lo crescer" para Belém, Sacavém e Loures.

"É ambicioso mas é realista, haja vontade", declarou.

Na resposta, o primeiro-ministro, António Costa, aludiu ao facto de Assunção Cristas ser candidata à presidência da Câmara de Lisboa nas autárquicas de outubro.

"Não achei muito leal aproveitar a ausência da deputada Teresa Leal Coelho (candidata do PSD à Câmara de Lisboa) para este momento de campanha eleitoral", disse Costa.

Sobre o plano de expansão da rede de metropolitano, António Costa defendeu ser essencial que haja continuidade de execução nas infraestruturas, reiterando esperar que a proposta de investimentos que o governo está a preparar possa ser "aprovada por uma maioria de dois terços" dos deputados, refletindo um "amplo consenso partidário".

Quanto ao financiamento, o primeiro-ministro sublinhou que o governo nada fará no presente mandato "que não tenha financiamento" assegurado.

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