9.º ano iguala os melhores resultados da década

A média a Matemática é mesmo o grande destaque deste ano nos testes finais do 3.º ciclo, com uma subida de seis pontos percentuais

Médias a subir, chumbos a descer. Depois dos resultados positivos nos exames nacionais do secundário, também as provas do 9.º ano trouxeram melhorias a Português e a Matemática em comparação com 2016. A média a Matemática é mesmo o grande destaque deste ano nos testes finais do 3.º ciclo, com uma subida de seis pontos percentuais (de 47 para 53) e uma descida de 2% nos chumbos: ainda assim, cerca de um terço dos alunos ainda chumbaram (passou de 34% para 32%). Já o Português manteve praticamente a mesma média do ano passado (passou de 57 para 58 pontos) e menos um ponto percentual em termos de chumbos (passou de 8% para 7%). Resultados conhecidos ontem e que no caso da língua materna igualam a melhor nota desta década e na Matemática só foram suplantados pela média alcançada em 2014.

Na análise geral aos exames deste ano, os professores de ambas as disciplinas têm razões para estar satisfeitos. Numa nota enviada ao DN sobre os resultados do 9.º ano, a Associação de Professores de Matemática destacou o facto de "na leitura comparativa com os resultados do ano passado, o que se verifica é que a percentagem de resultados correspondentes aos níveis 1, 2 e 3 baixou e subiu nos correspondentes aos níveis mais altos, 4 e 5 (info).

Quanto à Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), congratulou-se com os "progressos significativos", apesar de alertar para um número ainda elevado de alunos com notas más, tendo em conta que a prova era "acessível". E não se escusou a defender uma das medidas mais emblemáticas de Nuno Crato: o exame do 6.º ano. "Os resultados registados traduzem assim, em parte, o que defendemos há mais de uma década - a necessidade de currículos cientificamente consistentes, rigorosos e exigentes, características que os novos programas e as metas curriculares apresentam hoje e que conduziram a um maior sucesso nos resultados das provas deste ano. Destacamos ainda a influência positiva que as provas finais do 6.º ano, realizadas há três anos por estes mesmos alunos, podem ter tido em termos de organização para o estudo, de responsabilização no trabalho realizado e dos resultados obtidos terem sido consequentes no seu bom percurso."

Em termos políticos, a SPM - que já foi presidida por Nuno Crato - aproveitou para deixar um recado ao atual ministro da Educação. "A SPM alerta para o facto de o caminho percorrido nos últimos anos no sentido de maior exigência e rigor estar a produzir resultados comprovadamente positivos. Assim, quaisquer evoluções que venham a ocorrer no sistema não devem afetar a estabilidade deste percurso de sucesso, devendo, pelo contrário, reforçá-lo."

Contributo para os rankings

Segundo os dados divulgados ontem pelo Ministério da Educação, cerca de 75% dos alunos obtiveram na prova de Português uma classificação igual ou superior a 50%, o que na prática levou a uma ligeira subida na média. Ligeira "mas normal", defendeu ao DN Edviges Antunes Ferreira, presidente da Associação de Professores de Português, que, tal como os seus colegas de Matemática, destaca a consistência nos currículos e exames. "Estamos a conseguir um bom trabalho, as provas de avaliação externa estão a ter objetividade. Estamos a ter um caminho ascendente e mesmo em termos de rankings internacionais são boas notícias." Já em relação ao 12.º ano, a presidente da APP mostra-se "mais apreensiva, por causa das mudanças no programa".

Na 1.ª fase das provas finais do 3.º ciclo, obrigatória para todos os alunos internos que se encontrem em condições de admissão, foram realizadas 185 317 provas, referentes às disciplinas de Português (91), de Matemática (92), de Português Língua Segunda (95) e de Português Língua não Materna (93 e 94). No processo de classificação das provas estiveram envolvidos 3981 professores classificadores do 3.º ciclo do ensino básico.

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