Nicolau Breyner: "Quando eu morrer o mundo não vai parar porra nenhuma"

O ator confessou no "Alta Definição" não ter medo da morte. "Tenho é pena de deixar de viver", disse

"O que dirá Portugal no dia a seguir à sua morte? O que gostava que se dissesse?", perguntava Daniel Oliveira a Nicolau Breyner no Alta Definição de 2010 que contou com o ator que morreu esta segunda-feira aos 75 anos. "Que, que tinham gostado de mim. Eu gosto que gostem de mim, é um facto. É um fraco que eu tenho, porque eu gosto muito das pessoas. Quero que me recordem com um sorriso, com carinho, respondeu Breyner no programa da SIC.

Questionado sofre o cancro da próstata que enfrentou em 2009, Nicolau Breyner confessa que por momentos pensou "Porque eu? Mas, porque não eu? Sou igual aos outros, é assim, é a vida", disse o ator a Daniel Oliveira, que homenageou o ator na sua página oficial de Facebook.

Vencedor de três Globos de Ouro da SIC como melhor ator de cinema, confessou ao apresentador de Alta Definição: "Eu não tenho medo da morte, eu tenho é pena de deixar de viver", declarou. "No dia em que eu morrer, ao contrário do que nós temos com aquela expressão "quando eu morrer o mundo vai parar", não vai parar porra nenhuma! Nada para. O mundo gira, as lojas abrem, as pessoas riem, as pessoas choram, nascem pessoas. Tudo isso no dia em que eu morrer, portanto não é importante com certeza", disse Breyner no programa de entrevistas.

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