Neste 2017 assinala-se o décimo aniversário do iPhone, pelo que é expectável que a Apple se esmere no modelo a lançar neste ano - afinal, o smartphone é o produto mais importante da marca da maçã, fonte da maioria dos seus lucros. O lançamento não deverá acontecer antes de setembro, mas são já tantos os rumores sobre o que será o próximo iPhone que vale a pena tentar sistematizá-los (até para depois confirmarmos no que acertámos...).O nome. Vai ser simplesmente iPhone8 ou, por causa do aniversário, irá o aparelho chamar-se iPhone10 ou X? Esta última opção parece ter força. X significa 10 em numeração romana e a própria Apple já fez algo do género no sistema operativo dos seus computadores - a décima versão foi batizada OS X..O carregamento. É daquelas apostas quase certas: o novo iPhone vai ter sistema de carregamento das baterias sem fios. Finalmente! Há mais de cinco anos que várias marcas da concorrência oferecem esta funcionalidade, mas a Apple tem andado a evitar a sua inclusão - em parte porque a utilização de um destes sistemas poderá ter implicações no material de que é feito o corpo do aparelho (vidro, por exemplo, poderá não funcionar bem). Mais ou menos em aberto está a questão de saber que sistema irá a maçã adotar: um dos existentes - o mais comum Qi ou o Power Matters Alliance (PMA) - ou algo diferente (que obrigue a comprar novos equipamentos)? No início do ano, a companhia Energous - que promete um sistema de carregamento de baterias que não obriga a ter o aparelho em contacto com o carregador - anunciou uma importante parceria estratégica" com alguém, que não nomeou, mas deixa entender que será a Apple..Ecrã OLED. Mais um "finalmente!" nesta lista. Estes ecrãs, igualmente já utilizados por muitos fabricantes, permitem cores mais vibrantes e negros mais profundos..Adeus botão central. O iPhone7 já não usa um botão mecânico - o que ele tem é basicamente um sensor eletrónico - e na próxima geração é muito provável que até este seja eliminado. Até porque já há tecnologia para colocar no ecrã do aparelho o sensor de impressões digitais..Leitor da íris. Os telefones topo de gama da Microsoft já há mais de um ano que permitem usar os olhos para desbloquear; o Samsung Note 7 (o das baterias que explodiam) também o permitia; o Alcatel Idol 3 tem um sistema parecido... A Apple só não faz o mesmo se não quiser..Realidade aumentada. O presidente da Apple, Tim Cook, já afirmou publicamente que, mais do que a realidade virtual, considera que a realidade aumentada é a área onde irão dar-se os próximos passos importantes na evolução tecnológica. E ainda que a maçã não tenha (aparentemente) nada parecido com o HoloLens da Microsoft - os óculos que permitem ver "hologramas" sobre o mundo que nos rodeia -, é provável que utilize os próximos iPhones como ferramentas para desenvolver aplicações deste tipo. A tecnologia de duas câmaras que hoje equipa o iPhone7 Plus pode facilmente ser adaptada para fazer que o telefone "leia" tridimensionalmente o mundo que o rodeia, conseguindo assim posicionar gráficos 3D com precisão no ecrã. E com uns óculos do género do Google Cardboard (em que o telefone se encaixa frente aos olhos) poderá criar-se uma solução simples mas eficaz de realidade aumentada..O preço. Uma coisa é certa, o próximo iPhone não será barato. Especula-se mesmo que o seu preço ultrapasse a barreira psicológica dos mil dólares. Valerá tanto dinheiro? Francamente, é muito provável que não. Mas vai vender milhões de unidades à mesma...