"União Europeia vira hoje uma página"

O presidente da Comissão Europeia disse que a UE está perante "grandes desafios, mas que não são impossíveis de ultrapassar"

"Quo vadis (onde vais), Europa?", foi a interrogação que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, levantou hoje na apresentação do Livro Branco sobre o futuro da União Europeia, no Parlamento Europeu.

"Hoje assistimos ao nascimento da UE a 27, viramos uma página e iniciamos um novo capítulo. 'Quo vadis', Europa?", disse Juncker.

O líder do executivo europeu salientou que a UE está perante "grandes desafios, mas que não são impossíveis de ultrapassar".

"É a nossa altura de sermos pioneiros, juntos, unidos e a 27", acrescentou, considerando ainda que "por muito doloroso e lamentável que seja o 'Brexit', não podemos ficar reféns" da saída do Reino Unido do bloco europeu.

Juncker apresentou os cinco cenários traçados pelo Colégio de Comissários para o debate sobre o futuro da UE e que vão desde manter-se o 'status quo' até ao federalismo, passando pela intervenção da Comissão Europeia a uma menor escala e de modo mais eficiente, "o princípio de 'menos é mais'".

"Seja qual for a nossa escolha, o destino da Europa está nas nossas mãos", disse.

Escusando-se a indicar qual a sua preferência, Juncker salientou que "a Comissão está à escuta", apelando a um debate alargado sobre o futuro da Europa em todos os Estados-membros.

O livro branco é o contributo da Comissão Europeia para a Cimeira de Roma, que tem lugar no dia 25, momento em que a UE irá debater as realizações dos últimos 60 anos mas também o seu futuro a 27.

Prevê-se que a Comissão Europeia, juntamente com o Parlamento Europeu e os Estados-Membros interessados, irá organizar uma série de "debates sobre o futuro da Europa" em várias cidades e regiões de toda a Europa.

Em setembro, no discurso do estado da União, Juncker irá desenvolver as ideias debatidas, prevendo-se que possam retirar-se as primeiras conclusões durante o Conselho Europeu de dezembro.

Assim, poderá ser decidida a linha de atuação a seguir, a tempo das eleições para o Parlamento Europeu de junho de 2019, tendo Juncker apelado a que os grupos políticos voltem a apresentar os seus candidatos à presidência da Comissão Europeia.

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