Churchill não tinha "nada a esconder" de Roosevelt.É de Winston Churchill a expressão "relação especial" para descrever a ligação entre Reino Unido e EUA, a sua antiga colónia. O primeiro-ministro britânico, filho de uma americana, usou as palavras pela primeira vez em 1944, com a II Guerra Mundial a entrar no último ano. Churchill protagonizou uma das mais famosas duplas da relação especial com o presidente americano Franklin Roosevelt. Foi a guerra que aproximou os dois homens, depois de vários encontros para planear a estratégia dos Aliados, tanto na casa de Churchill, em Hyde Park, como na Casa Branca, em Washington. Foi numa dessas visitas que, ao entrar no quarto do britânico e encontrá-lo nu a sair do banho, Roosevelt terá sido recebido com um: "O primeiro-ministro da Grã-Bretanha não tem nada a esconder do presidente dos EUA". Quando Roosevelt morreu, em abril de 1945, Churchill escreveu: "É cruel que ele não veja a vitória para a qual tanto contribuiu"..Reagan e Thatcher: almas gémeas políticas.Desde o primeiro dia em que se conheceram, em abril de 1975, que Ronald Reagan e Margaret Thatcher se deram bem. Quem conhecia de perto o presidente americano e a primeira-ministra britânica, como Nicholas Wapshott, jornalista do The Times e autor de Ronald Reagan e Margaret Thatcher, um Casamento Político, garante que não só concordavam "em tudo", como "terminavam as frases um do outro". Juntos ajudaram a acabar com a Guerra Fria, aproveitando o "bom senso" dela e aliando-o à "bonomia e charme" dele, escreveu Wapshott no New York Times em 2013, após a morte de Thatcher. Mercado livre, impostos baixos, governo pequeno e defesa forte - era muito o que unia estas almas gémeas políticas. E no funeral do ex-presidente em 2004, Thatcher recordou: "Nada era mais típico de Ronald Reagan do que a sua enorme magnanimidade, e nada era mais americano"..O apoio incondicional de Blair ao amigo Bush.Barack Obama e David Cameron até podiam jogar pingue-pongue juntos, mas a última grande dupla de líderes americano-britânica foi protagonizada por George W. Bush e Tony Blair. O americano e o britânico tinham posições ideológicas diferentes , mas numa coisa concordavam: na necessidade de lutar contra o terrorismo para preservar a paz mundiais. Logo depois do 11 de Setembro, Blair voou para os EUA e nove dias depois do ataque, que fez quase três mil mortos em 2001, o primeiro-ministro britânico garantia: "A América não tem maior amigo do que o Reino Unido". De tal forma que ficou ao lado de Bush não só no ataque ao Afeganistão por este recusar entregar Bin Laden, mas também quando em 2003 invadiu o Iraque para derrubar Saddam Hussein, desta vez já sem apoio da ONU. As famosas armas de destruição massiva nunca apareceram, Bush e Blair saíram do poder. O segundo esteve no centro de um relatório sobre a guerra do Iraque, mas escapou a nova investigação após um voto no Parlamento. Os dois reencontraram-se em 2013 na inauguração da biblioteca presidencial de Bush no Texas.