Serviços secretos franceses têm provas de que Assad usou armas químicas

Ministro dos negócios estrangeiros diz que provas serão divulgadas em breve

Os serviços de inteligência franceses dizem ter provas de que o regime do presidente Bashar al-Assad usou armas químicas a 4 de abril na Síria e vão divulgá-las nos próximos dias, segundo o ministro dos negócios estrangeiros Jean-Marc Ayrault.

"Temos elementos que nos permitem mostrar que o regime intencionalmente usou armas químicas", disse Ayrault, citado pela Reuters.

"Está a decorrer uma investigação pelos serviços de inteligência franceses e de inteligência militar", explicou o ministro. "É uma questão de dias e vamos entregar provas de que o regime cometeu estes ataques".

As declarações do ministro francês surgem dias depois de o presidente Bashar al-Assad ter dito que o ataque químico foi "100% inventado" e que a Síria não tem armas químicas desde 2013.

"E mesmo se tivéssemos tais armas, nunca as teríamos usado", disse Assad numa entrevista na semana passada.

A 4 de abril um bombardeamento químico por aviões de guerra não identificados em Khan Cheikhoun, na província de Idlib, no norte da Síria, provocou mais de 80 mortos, incluindo 20 crianças, e centenas de feridos.

Assad disse que apenas permitirá uma investigação imparcial ao alegado ataque.

Poucos dias após o ataque, tanto a Síria como a Rússia, principal aliada de Assad, afirmaram que a aviação síria atingiu um depósito de armas químicas da Frente Al-Nosra. Este bombardeamento teria resultado numa libertação do gás sarin que matou dezenas de civis. As armas químicas pertenceriam, então, aos rebeldes sírios, últimos responsáveis pelo ataque.

Numa outra entrevista, Assad afirmou que a vitória é "a única opção" na guerra civil que assola o país há seis anos e já fez mais de 310 mil mortos e milhões de deslocados. "Se não ganharmos esta guerra, a Síria será apagada do mapa", continuou o presidente.

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