Nicolás Maduro remodela governo

Irmão de Hugo Chávez é o novo ministro da Cultura. Presidente volta publicitar o cartão da pátria
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O presidente da Venezuela remodelou na quarta-feira o seu gabinete, designando 11 novos ministros, que terão como objetivo combater a criminalidade, recuperar a economia e consolidar os programas governamentais de assistência social e garantir a paz.

"Necessitamos de uma renovação e de chamar para o governo um conjunto de companheiros, combinando a experiência com o compromisso", disse o chefe de Estado.

Nicolás Maduro falava no Quartel da Montanha (onde repousam os restos de Hugo Chávez, que presidiu ao país entre 1999 e 2013), em Caracas, durante um direito de antena com transmissão obrigatória pelas rádios e televisões do país.

Uma das mudanças principais foi a designação do governador de Arágua, Tarek El Aissami, como vice-presidente da Venezuela, por ser, segundo Maduro, "um líder indiscutível". Aissami foi ministro do Interior e da Justiça de Hugo Chávez

"Vamos com tudo contra os criminosos, os corruptos e os extremistas", vincou Nicolás Maduro.

Adán Chávez, irmão de Hugo Chávez, terá a seu cargo o Ministério da Cultura.

A oposição questionou a competência dos novos ministros. "Aqui o que há é um jogo de peças, não lhes importa para nada o bem-estar do povo", disse Jesus Torrealba, da Mesa de Unidade Democrática.

O dirigente disse que os venezuelanos devem, por exemplo, "verificar as estatísticas de segurança no Estado de Arágua", para determinar se o novo vice-presidente da República será competente para combater a criminalidade.

Cartão da Pátria

Maduro voltou também a fazer referência ao Cartão da Pátria, que já tinha sido anunciado no final do ano. O objetivo é "permitir uma melhor organização no abastecimento de alimentos", disse.

Alguns dirigentes da oposição já questionaram a criação deste cartão, que dizem ser uma versão moderna da caderneta de racionamento alimentar do regime comunista de Fidel Castro, em Cuba.

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