Morreu a princesa Ashraf Pahlavi, irmã gémea do último xá do Irão
Nascida a 26 de outubro de 1919 em Teerão, a princesa Ashraf Pahlavi foi considerada uma mulher poderosa na sombra do irmão, que ele não se privava de criticar, e desempenha também um papel importante na política do reino.
Segundo um funcionário do escritório do seu sobrinho, Reza Pahlavi, Ashraf Pahlavi morreu quinta-feira em Monte Carlo, Mónaco.
O mesmo funcionário disse ainda que a princesa sofria há muito da doença de Alzheimer.
Casada três vezes, a princesa deixa um filho, o príncipe Chahran, cinco netos e bisnetos.
Durante o seu exílio - o irmão foi retirado do poder em 1979 - Ashraf Pahlavi foi muito participativa na promoção da herança cultural, artística e literária do Irão, que ela considerou profanado pelo regime islâmico.
Considerada uma diplomata de sucesso, a princesa conduziu a delegação iraniana da Assembleia geral da ONU durante mais de dez anos.
Contudo, era detestada por religiosos fundamentalistas, tendo sido a primeira mulher a aparecer em público sem véu.
Depois da revolução islâmica que derrubou o xá Mohammad Reza Pahlavi, promoveu ativamente iniciativas para reavivar o património cultural, literário e artístico do Irão a partir do exílio.
O xá Mohammad Reza Pahlavi dirigiu o Irão de 1967 à 1979, tendo acabado por morrer no exílio, no Egito, em 1980.
Segundo a agência iraniana Irna, Ashraf Pahlavi foi também líder do Comité Iraniano dos Direitos do Homem, representante iraniana na Comissão dos Direitos do Homem da ONU e patrona da Organização das Mulheres Iranianas.

