Merkel a favor de um ministro das Finanças e um orçamento para a zona euro

A chanceler alemã, Angela Merkel, manifestou hoje apoio à ideia de um ministro das Finanças e um orçamento comum para a zona euro, de "pequenas quantias", para ajudar países sem margem para gastos devido às regras europeias.

Na tradicional conferência de imprensa de verão e apenas a quatro semanas das eleições gerais da Alemanha, a governante argumentou a favor da reconversão do fundo permanente de resgate num fundo monetário europeu e revelou estar a estudar com Paris a criação de um cargo de ministro das Finanças para a zona euro.

"Rapidamente posicionei-me a favor de um orçamento comum para o euro, mas não um com centenas de milhões, com pequenas quantias para começar. Para fazer reformas quando não há margem do PEC. Para apoiar", explicou.

Este orçamento teria como principal propósito "ajudar na fase das reformas", segundo Merkel, exemplificando com o caso de Espanha.

A governante apoiou para a zona euro, a proposta do seu ministro das Finanças, Wolfgang Schäuble, de converter o Mecanismo Europeu de Estabilidade, num instrumento semelhante ao Fundo Monetário Europeu.

Esta seria "uma importante reforma" que possibilitaria uma maior estabilidade e mostraria que a Europa tem "mecanismos na zona euro para superar bem as situações inesperadas".

À criação do cargo de ministro das Finanças para os países que utilizam o euro, Merkel afirmou não se opor ao conceito, até porque mantém conversas sobre as competências do novo cargo com o presidente francês, Emmanuel Macron.

Para a líder alemã, o mais interessante num ministro da Economia e Finanças da zona euro era a promoção da competitividade e a capacidade para apoiar financeiramente certos países que apresentem planos de reforma.

A chanceler sublinhou que os dados macroeconómicos estão a melhorar na zona euro, que todos os países apresentam crescimento e que está a descer a taxas de desemprego, mas reconheceu que "não se ultrapassaram todos os problemas".

Quanto à Grécia, a alemã notou que a situação está a melhorar, mas evitou quaisquer prognósticos sobre mais um eventual resgate financeiro para o país que atualmente vive o seu terceiro.

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