Um francoatirador, que está a ser julgado em Espanha por ter apontado a sua arma ao rei Felipe VI e ao primeiro-ministro Mariano Rajoy, confessou em tribunal que também já teve na mira Cristiano Ronaldo..Santiago Sánchez Ramírez está a ser julgado por incitamento ao assassinato do rei e terrorismo por ameaçar matar importantes figuras espanholas e vários jogadores do Real Madrid..Segundo o jornal El Confidencial, Ramírez publicava vídeos nas redes sociais com a mira de uma AK-47 apontada a estas figuras e um dos vídeos chamava-se mesmo O dia em que pude assassinar Felipe VI.."Da primeira vez que matei o rei Juan Carlos tive de ficar meia hora sentado na cama para me acalmar. Não acreditava no que tinha acontecido", contou Ramírez ao El Confidencial. Foi no Dia da Hispanidade, a 12 de outubro, e esta data transformou-se num dia especial para o francoatirador. "Já matei 12 vezes o rei Juan Carlos e sei vezes o rei Felipe VI", acrescenta..O francoatirador disse que apenas apontava as armas a estas figuras e gravava vídeos para revelar as falhas de segurança da família real e de outras pessoas com cargos importantes. "Queria avisar sobre as graves falhas de segurança que acontecem em Espanha e que poderiam ser usados lobos solitários e jihadistas para cometer um atentado, mas ninguém me ligava", explicou..Ramírez gravou mais de 300 simulações de homicídio e, no processo, não poupou nenhum membro da família real. Na sua mira estiveram também a rainha Letícia, a princesa Leonor e a infanta Sofia..Além do primeiro-ministro, Ramírez ameaçou também o presidente do congresso espanhol, Jesús Posada, e o presidente do senado, Pío García Escudero..Do lado desportivo, Ramírez preferiu revelar as falhas de segurança apenas do clube Real Madrid. O francoatirador apontou a arma a Cristiano Ronaldo, Gareth Bale, Isco, Marcelo, Sergio Ramos, Karim Benzema e ao presidente do clube, Florentino Pérez e fotografou o momento. As fotografias foram enviadas depois pelo mesmo para o clube, que chamou as autoridades..Ramírez foi preso em 2014 e com ele foi encontrado um grande arsenal de armas de guerra. Os procuradores pedem que ele seja condenado a noves anos de prisão mas o suspeito afirma que apenas estava a prestar um serviço à polícia e aos serviços secretos, ao revelar falhas de segurança.