"Foi conversa de homens". Melania Trump desvaloriza comentários vulgares do marido

A mulher de Donald Trump admitiu que ficou surpreendida com as declarações do marido, mas defendeu que este foi induzido a fazê-las
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A mulher de Donald Trump caracterizou ontem que as declarações do marido em 2005, em que este fala das mulheres em termos considerados vulgares e ofensivos e dadas a conhecer há pouco mais de uma semana, são mera "conversa de homens". Melania Trump, que já antes considerara as palavras do candidato "inaceitáveis e ofensivas", reafirmou na entrevista à CNN a sua opinião mas desvalorizou o episódio.

Para Melania Trump, o marido, candidato republicano à Casa Branca nas eleições de 8 de novembro, foi induzido a fazer declarações naqueles termos pelo seu interlocutor, o apresentador de televisão Billy Bush, que entretanto, ontem, foi afastado pela NBC do programa "Today" na sequência deste escândalo.

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Melania Trump, antiga modelo eslovena que se casou com Donald Trump em 2005, afirmou que por vezes o marido se comporta como uma criança grande e que as tais declarações vulgares sobre as mulheres se inseriam nesse tipo de comportamento. "Às vezes digo que tenho duas crianças em casa. Tenho o meu filho e tenho o meu marido. Mas sei como certos homens falam e é assim que vejo este episódio", disse.

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A mulher do candidato republicano admitiu ter ficado surpreendida com as declarações do marido e garantiu que nunca antes o ouvira falar naqueles termos.

Admitiu ainda concordar com a primeira-dama Michelle Obama, que defendeu que beijar ou agarrar sem consentimento constitui agressão sexual, mas que esses casos devem ser analisados pela justiça e que acusar alguém sem provas "é prejudicial e injusto".

Melania definiu o marido como um "cavalheiro" e um homem "gentil" e defendeu que este está a ser alvo de uma campanha "organizada e montada" pela oposição - os Clinton e os media - para o prejudicar.

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Nesta entrevista Melania Trump também confessou que não esperava que a campanha fosse tão dura, mais precisamente a cobertura feita pela comunicação social, que considerou "desonesta e má". Referiu especificamente o facto de o The New York Post ter recuperado fotografia suas antigas, em que surgia nua. Garantiu que não tem vergonha do corpo e que o jornal errou na data das imagens, o que gerou uma polémica relativamente ao facto de poder ter entrado nos Estados Unidos de forma ilegal.

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Já antes, logo após a divulgação da gravação da conversa de 2005, a mulher do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos considerara "inaceitáveis e ofensivas" os comentários proferidos pelo marido sobre mulheres, mas pediu ao eleitorado que aceitasse o pedido de desculpas feito por Donald Trump.

O candidato viu-se obrigado a pedir desculpa pelos comentários, mas acrescentou que o ex-Presidente Bill Clinton fez pior e "abusou mesmo das mulheres".

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"Já disse, procedi mal e peço desculpa", disse Trump num vídeo em que sublinhava que a gravação difundida tem mais de dez anos e que se arrependia daquilo que dizia.

Trump comprometeu-se "a ser um homem melhor", mas acrescentou que, no entanto, o ex-Presidente norte-americano Bill Clinton, casado com a sua rival nas eleições deste ano, Hillary Clinton,"abusou mesmo das mulheres" e que Hillary Clinton perseguia as vítimas do marido.

"Eu disse coisas parvas mas há uma grande diferença entre as palavras e os atos de outras pessoas. Bill Clinton abusou mesmo das mulheres e Hillary perseguiu, atacou, humilhou e intimidou as suas vítimas", afirmou o candidato à Casa Branca pelo Partido Democrata.

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