Ex-ministro do Equador detido por corrupção relacionada com brasileira Odebrecht

Situação foi anunciada por Galo Chiriboga, do Ministério Público equatoriano
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O antigo ministro da Eletricidade do Equador Alecksey Mosquera foi detido no âmbito da investigação de supostos subornos da empresa brasileira Odebrecht no país andino, anunciou este sábado o procurador Galo Chiriboga, do Ministério Público equatoriano.

O procurador escreveu na sua conta da rede social Twitter que foram detidos "Alexei M., ex-ministro da Eletricidade, e Marcelo F., sócio de empresas" envolvidas em corrupção e que terão recebido dinheiro indevido.

Os dois deverão ser ouvidos pela justiça ainda hoje.

No mês passado, Chiriboga e o procurador Diego García reuniram-se em Washington, nos Estados Unidos da América, com os representantes e advogados da empresa, tentando chegar a um acordo para que esta disponibilizasse informação às autoridades equatorianas sobre os supostos subornos pagos no Equador.

Ao mesmo tempo as autoridades procuravam chegar a acordo sobre as indemnizações que a multinacional brasileira teria de pagar ao Equador pelos danos causados.

A 24 de fevereiro a construtora brasileira, acusada de pagar subornos para conseguir adjudicações de contratos públicos em vários países da América Latina, disse que tinha conseguido acordos para colaborar com a justiça em alguns dos países.

Em dezembro o Departamento de Justiça dos Estados Unidos tinha revelado documentos sobre supostos subornos feitos pela construtora em 12 países da América Latina e de África.

Os pagamentos relacionaram-se com mais de 100 projetos em 12 países, incluindo Angola, Argentina, Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Guatemala, México, Moçambique, Panamá, Peru e Venezuela, segundo o tribunal do distrito ocidental de Nova Iorque.

Sobre o Equador, o tribunal disse que entre 2007 e 2016 a construtora pagou luvas de mais de 35,5 milhões de dólares (33 milhões de euros), supostamente "a funcionários do Governo", obtendo um benefício de mais de 116 milhões de dólares (108 milhões de euros).

A multinacional brasileira de construção é uma das empresas envolvidas no processo brasileiro de corrupção Lava Jato, que atinge mais de 100 políticos.

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