Arábia Saudita condena homem à morte por renunciar ao Islão e a Maomé

Jovem na casa dos 20 anos perdeu dois recursos após ser preso sob acusações de blasfémia por postar vídeos nas redes sociais em que afirma afastar-se da religião

Um homem na Arábia Saudita foi condenado à morte por ter renunciado ao Islão e ao profeta Maomé.

Ahmad Al-Shamri, na casa dos 20 anos e natural da cidade de Hafar al-Batin, chamou a atenção das autoridades em 2014, por alegadamente ter usado as redes sociais. Nesses vídeos, terá então renunciado à religião, diz o The Independent.

Foi preso, acusado de ateísmo e blasfémias, e continuou detido até ser condenado à morte por um tribunal local, em 2015. Após dois recursos, que foram rejeitados, a decisão é agora final, de acordo com meios de comunicação locais, diz a publicação inglesa.

Um dos argumentos da defesa foi que Al-Shmari estaria com problemas mentais e ainda sob a influência de álcool e drogas aquando da realização dos vídeos. O caso foi até ao Supremo Tribunal, que também rejeitou o recurso e manteve a sentença.

O The Independent diz ainda que, apesar de várias histórias nos últimos anos identificarem o jovem, a identidade e a sentença nunca foram confirmadas e verificadas pelas autoridades sauditas.

De acordo com as apertadas leis religiosas da Arábia Saudita, deixar o Islão pode levar a severas penas de morte e castigos corporais. Inclusivamente, em 2014, decretos do rei Adbullah definiram os ateus como terroristas, de acordo com o Observatório dos Direitos Humanos.

O nome de Al-Shamri tem estado em destaque no Twitter e alguns utilizadores celebram a condenação.

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