Mais de 50 mil pessoas foram obrigadas a abandonar dezenas de edifícios, incluindo centros comerciais, estações de comboios e universidades, esta quarta-feira, em Moscovo, devido a múltiplas ameaças de bomba. Segundo a agência russa Tass, as autoridades de Moscovo receberam mais de 100 ameaças de bomba por telefone nas últimas horas..A Reuters, que cita a agência Ria Novosti, afirma que as ameaças de bomba não referiam apenas Moscovo, mas também outras cidades russas. No total, foram ameaças mais de 20 cidades..As forças de segurança estão a fazer buscas nos locais afetados e a usar cães polícia para procurarem eventuais engenhos explosivos. Até ao momento, não foi detetada qualquer bomba..Um responsável pelos serviços de emergência russos afirmou à Tass que as ameaças foram feitas por telefone quase ao mesmo tempo e que as autoridades ainda estão a receber este tipo de chamadas. Esta quarta-feira, os serviços de emergência de Moscovo receberam mais de 100 telefonemas com ameaças de bomba.."Parece terrorismo por telefone e nada mais, mas todas as chamadas têm de ser investigadas", continuou o responsável..As estações de comboio de Leningradsky, Kazansky e Kievsky e a Universidade de Medicina Sechenov e a Universidade de Relações Internacionais MGIMO foram evacuadas, assim como os maiores centros comerciais de Moscovo, incluindo a célebre galeria comercial Goum, na Praça Vermelha. Foram ainda evacuados três hotéis..Nas redes sociais começam a ser partilhadas imagens e vídeos das ruas da cidade..[twitter:907955242163228673].[twitter:907970268110442496].Segundo a RT, não é a primeira vez que ameaças de bomba obrigam a grandes evacuações na Rússia nos últimos dias. Só na terça-feira, 22 locais na Rússia foram evacuados devido a falsas ameaças de bomba que levaram à retirada de 45 mil pessoas..As chamadas anónimas começaram na segunda-feira, na zona ocidental da Rússia, e espalharam-se na terça-feira a cidades de todo o país, afirma a Lusa. A Bloomberg explica que as chamadas têm sido feitas através de internet, o que torna muito difícil localizá-las..As autoridades russas não comentaram publicamente até ao momento a série de falsos alertas.