Vila Real acolhe laboratório de realidade virtual que custou 700 mil euros

Vila Real vai acolher o laboratório de realidade virtual "mais avançado" da Península Ibérica, que representa um investimento de 700 mil euros, anunciou hoje o Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC).

O "Massive Virtual Reality Laboratory", que vai ser inaugurado oficialmente no dia 18 de setembro, fica instalado na Escola de Ciência e Tecnologia, Polo I, do campus da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real.

Segundo explicou o INESC TEC, em comunicado, ao contrário dos restantes laboratórios de realidade virtual existentes na Península Ibérica, que "apenas privilegiam o sentido da visão e da audição", este novo laboratório "distingue-se por estudar a estimulação dos cinco sentidos em aplicações de realidade virtual, não só no que diz respeito à investigação fundamental, mas também a um nível aplicacional".

O fator diferenciador do "Massive" está, de acordo com o instituto, na "produção de soluções de realidade virtual multissensorial, que permitem criar ambientes mais credíveis e eficazes em áreas como a educação, treino e certificação, indústria, turismo ou saúde".

Atualmente, estão já a decorrer três projetos no laboratório.

O projeto "HDR4RTT" é cofinanciado pelo "Office of Naval Research", uma agência do departamento da defesa dos Estados Unidos da América que se debruça sobre a problemática do seguimento de vários objetos, em tempo real, usando algoritmos de visão computacional.

Por sua vez, o projeto "DouroTur" tem como objetivo "colmatar o fosso existente entre as potencialidades do Douro e o seu desenvolvimento, maximizando o papel do turismo na estimulação da economia local, sob uma perspetiva sistémica e holística".

Já a linha de investigação "Foureyes", relativa ao projeto "TEC4GROWTH", tem como objetivo facilitar a captura, criação, transformação, distribuição e acesso a conteúdos audiovisuais de uma forma personalizada, imersiva e interativa.

O investimento feito no laboratório ascende aos 700 mil euros, financiados pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) e pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional.

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