Ministro estima que 'metrobus' em Coimbra aumente procura face à ferrovia pesada

O ministro do Planeamento e das Infraestruturas defendeu hoje as vantagens do 'metrobus' entre a Lousã e Coimbra, estimando que este sistema de transporte permita aumentar a procura até dez vezes mais do que a ferrovia pesada.

"Já começou esta semana" a desmatação do canal que vai receber o sistema de transporte 'metrobus' elétrico, avançou o ministro Pedro Marques, numa audição parlamentar na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, requerida pelo PCP.

Além de permitir "um aumento significativo da procura", a lista das vantagens apresentadas pelo ministro contempla o facto de o projeto ser económico e ambientalmente sustentável.

De acordo com o governante, o 'metrobus' (sistema de autocarros elétricos) permite aumentar de "seis até dez vezes mais" a população abrangida em comparação com o sistema de ferrovia pesada que existiu na região, além de distribuir os passageiros por uma maior área urbana e efetuar as ligações em tempo mais curto do que a proposta do metro ligeiro apresentada pelo Governo anterior.

"A solução da ferrovia pesada não servia convenientemente a mobilidade das populações e o aumento da procura", nem garantia a ligação à rede ferroviária nacional, apontou Pedro Marques, referindo ainda que "60% do destino das pessoas não é até [ao apeadeiro de] Coimbra-Parque", mas sim a outros pontos da cidade, nomeadamente até aos hospitais.

Segundo o ministro, o projeto do metro ligeiro para Coimbra "não apresentava sustentabilidade financeira", pelo que foi chumbado pela União Europeia.

Pedro Marques acusou o anterior Governo (PSD/CDS) de ter andado "a arrastar os pés" em relação à concretização de um projeto para garantir a ligação entre a Lousã e Coimbra.

Aos deputados da Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, o governante realçou a viabilidade financeira do 'metrobus' elétrico, apontando que o projeto "terá muita viabilidade e terá sucesso", uma vez que "serve muito melhor as populações".

Os deputados da oposição colocaram várias questões ao ministro acerca dos estudos que deram origem à escolha desta solução.

A deputada do PSD Fátima Ramos referiu ser "natural que as pessoas estejam apreensivas", já que o estudo anterior foi apresentado como adequado e "mais uma vez é em tempo eleitoral que o projeto é apresentado", o que descredibiliza ao processo.

A social-democrata defendeu que o Governo deveria ter respondido às questões colocadas por Bruxelas sobre a anterior solução.

Já o deputado do CDS Hélder Amaral questionou se o atual sistema tem capacidade para se adaptar ao futuro e por que razão o metro de superfície não seria uma alternativa.

Perante vários pedidos de esclarecimentos dos estudos realizados, nomeadamente pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), o ministro garantiu que toda a documentação será enviada ao parlamento.

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