A exposição, que leva no título o nome da artista, reúne trabalhos, pinturas e colagens sobre papel, regressa ao tema do Tempo, à sua maneira de o encarar e de o compreender.."Tenho todas estas coisas guardadas. Quando inicio um novo ciclo de trabalho, abro caixas, escolho coisas. Estas, que formam o tempo/corpo desta exposição, foram ao longo dos últimos dez anos postas de lado. Desta vez ficaram-me na mão. Eu própria me interroguei porquê", descreve a artista num texto sobre as novas obras.."Mas, ao fim ao cabo, sempre soube a resposta. Este é um tempo político. Que de repente nos caiu no colo", acrescenta..Nascida em Lisboa, em 1960, Ana Vidigal tem vindo a recorrer à pintura, colagem, 'assemblage' e instalação como processos de descontextualização e reconfiguração de imagens retiradas de diversas fontes, explorando os valores sociais, políticos e memórias..Tendo concluído o curso de Pintura da Escola Superior de Belas-Artes de Lisboa, em 1984, Ana Vidigal foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian, ente 1985 e 1987..Em 2010, Ana Vidigal foi alvo de uma exposição antológica retrospetiva no Centro de Arte Moderna -- Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, com "Menina Limpa Menina Suja", com curadoria de Isabel Carlos, que a selecionou, em 2009, para a 9.ª Bienal de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos..O seu trabalho encontra-se representado nas coleções do Centro de Arte Moderna -- Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, na Coleção António Cachola, em Elvas, na Culturgest, em Lisboa, na Coleção Berardo, em Lisboa, e no Centro Manuel de Brito, em Algés.